Guardo minhas lágrimas para quando for oportuno. Para quando o choro não for só meu. Quando desarmados e despretensiosos unirmos as lágrimas, depois dos corações.
Não seremos reféns nem salvadores, apenas sócios de uma mesma dor. Ela nos une como se fosse uma festa de contrário efeito. Assim mesmo ela se celebra como algo que não pode esquecer ninguém, como um evento que interessa a todos.
Não tem convite nem bilhete de ingresso. Nela todos já estão. Estão onde se encontram. E se encontram para dividir aquilo que todos buscam: abraço, consolo, esperança…
Pe. Rogério das Neves