Bem-vindo(a)!

Guardamos nossas lágrimas para o momento oportuno. Quando o choro não é só meu. Quando desarmados e despretensiosos unimos as lágrimas e os corações. Não somos reféns nem salvadores, apenas sócios da mesma dor. Ela nos une como se fosse uma festa de contrário efeito. Que se celebra sem esquecer ninguém, como um evento que interessa a todos. Sem convite ou bilhete de ingresso. Nela todos já estão. Estão onde se encontram. E se encontram para dividir o que todos buscam: abraço, consolo, esperança… (Pe. Rogério das Neves)

Desejamos que todas as pessoas que sofrem a difícil experiência da perda de um filho tenham também a bela experiência de reencontrá-lo no Céu, isto é, no mistério de Deus.

Grupo de reflexão Filhos no Céu

Anúncios

Reflexão do mês – Novembro/17

“…a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância…” (Mt 25, 29)

Novembro é o mês da “Fidelidade”. O tempo no qual Jesus nos convida a vigiar atentamente para que o nosso percurso seja fiel à Sua vontade. Mesmo no pouco, nas pequenas coisas quotidianas. As que para nós são de pouca importância, transcuráveis, verdadeiramente insignificantes. Tudo n’Ele é precioso. A proximidade do irmão que viveu a mesma experiência que nós, o acompanhamento que lhe oferecemos, a consolação, nossa e dos outros, será afetada pela relação de verdadeira amizade fraterna que estabelecemos com ele.

Somente a fé não basta, são necessárias as obras para confirmá-la, para testemunhá-la e torná-la verdadeira e real. É necessário passar da confiança para a fidelidade. Da docilitas para a docibilitas. De uma obediência passiva e destacada a uma participação ativa, consciente, apaixonada e responsável por desenvolver a nossa missão. Só assim nós poderemos reconhecer a gratuidade do seu amor e apreciar os preciosos talentos que nos confiou. Mesmo no momento mais trágico e doloroso: a morte de nosso filho, de uma pessoa querida.

Se a dureza do coração habita em nós, veremos em Deus um “homem duro”, um juiz severo do qual teremos medo e rejeitaremos qualquer relacionamento de fidelidade e colaboração com Ele. Os dons recebidos serão obscurecidos, os talentos escondidos. A sombra da morte dominará a nossa vida. Se, em vez disso, conseguirmos ir além do nosso egoísmo, além da nossa preguiça para oferecer ao irmão também o pouco que possuímos, Ele nos fará superabundar de toda graça.

Refletindo e Rezando:

Quais são as poucas coisas que o Senhor me doou? Uso-as no melhor modo possível, exatamente como agrada a Ele? Ocupo-me delas com fidelidade, sou fiel no meu pouco?  Qual é a minha ideia sobre Deus? Um pai patrão ou pai amoroso?

Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para acompanhar-nos nesse mês particularmente dedicado aos nossos entes queridos que nos precederam no Céu, para que caminhemos com fidelidade e responsabilidade pelas estradas que o Senhor preparou para nós, bem conscientes e gratos pela nossa missão.

Andreana Bassanetti

 

                                                                                 

Finados: dia de reflexão, de saudade e de esperança.

Dia de Finados é dia de reflexão, de lembranças, de esperança e de saudades! Mas não de uma saudade negativa, destrutiva, e sim de uma saudade carregada de lembranças dos bons momentos vividos com aquela pessoa que tanto amamos, e que esteve ao nosso lado por algum  tempo. No nosso caso, nosso filho ou filha que já está morando no Céu.

Apesar de que no Dia de Finados o tempo parece mais tristonho, cinzento, pesado, somos  convidados a renovar nossa fé na ressurreição de Cristo, que transformou o “poente em nascente”. O fim transformado em começo, um segundo nascimento, a ressurreição.

A fé não nos permite parar na morte, mas nos faz enxerga-la na perspectiva da ressurreição de Cristo. Como Santa Teresinha  podemos dizer: “não morro, entro na vida”.

No supremo gesto de amor de Jesus na Cruz, Ele venceu a morte e abriu também para nós as portas da eternidade.

Nós pais e mães que temos um filho ou uma filha no céu, por mais difícil que seja, e sabemos que é, não tenhamos receio de reafirmar que em Cristo a morte foi vencida. Ela não é o fim, mas sim o começo de uma vida plena e eterna em Deus.

A vida de nossos filhos foi transformada. Pela fé podemos sentir em nosso coração que eles caminham conosco, nos dando forças e coragem para seguirmos firmes até o dia do nosso reencontro no Céu.

Que as lembranças e as nossas orações nos encham de paz e de consolo. Pela fé cremos que um dia estaremos  juntos novamente!

Que o Senhor Jesus esteja conosco e renove nossas forças.  Que Maria, Mãe da Consolação, especialmente hoje nos abrigue em seu colo materno. Amém!