Para Luiz Gustavo Ribeiro Souza – de sua mãe Neuza

De Neuza para Luiz Gustavo

De Neuza para luiz Gustavo

A MAIOR DOR DE UM SER HUMANO

A maior dor que um ser humano pode ter é a dor da perda de um filho.

A notícia de seu falecimento como é triste, não mais abraça-lo, olhar seu quarto, suas coisas, tudo tão vazio.

Como é triste não mais ver aquele sorriso, com tanta alegria, com tanto amor, aquele olhar com tanto brilho que irradiavam muita esperança e vida.

É difícil conformar com a partida de um filho, mas o que podemos fazer se não é feita a nossa vontade.

Somos impotentes perante a morte, o que nos resta é entregar a Deus, pois a Ele pertencemos.

Mesmo na dor temos que continuar vivendo, restam outras pessoas que precisam e dependem de nós.

Assim como a perda de um filho é a maior dor de um ser humano, o nascimento de um filho é a maior das alegrias.

Como foi maravilhoso ser a Mãe do Gustavo, ter educado e criado esse menino.

Ele era tudo de bom. Quando Deus mandou o Gustavo, ele já veio pronto, não me deu trabalho nenhum. Às vezes parecia uma criança querendo colo, às vezes parecia um garoto fazendo arte e muitas vezes parecia um velho, super-responsável.

O Gustavo nasceu no dia 16/09/1986 e partiu para casa do Pai no dia 14/10/2005, vítima de um atropelamento.

Hoje posso dizer que aprendi muito com meu filho; Ele foi um exemplo, só me deu alegrias, sinto muita saudades, sei que quem ama tem saudades.

Agradeço muito a Deus todos os dias ter me dado essa jóia tão rara, que tive que devolver.

Agradeço pelos 19 anos e 28 dias que ele fez parte de nossas vidas.

Gustavo,

te amo

e

sempre te amarei!

Sua sempre MÃE

Neuza.

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2 pensamentos sobre “Para Luiz Gustavo Ribeiro Souza – de sua mãe Neuza

  1. Amigos, Neuza e Rodolfo,

    Há algum tempo fomos escolhidos por Deus para assumir uma missão tão grandiosa quanto dolorosa.
    Talvez por sermos seres, humanos e limitados, não conseguimos entender o verdadeiro sentido do sofrimento, mas aos olhos da fé cremos que Deus tudo faz e realiza por amor.
    Se, sendo humanos, amamos sem medidas, fico imaginando como é o amor de Deus por nós.
    Como deve ser difícil para Ele ver o sofrimento de seus filhos, a começar quando seu Filho Amado, Jesus Cristo, foi morto na cruz.
    Assim como vocês, também acho que não existe dor maior. Creio que a intensidade é tanta que dificilmente alguém conseguirá descrevê-la.
    Hoje, o Evangelho nos fala de Nossa Senhora das Dores. Muitas vezes, por puro atrevimento e fraqueza, precisei “me imaginar” no lugar de Nossa Senhora, para conseguir acolher a vontade de Deus.
    Sua postura ali, aos pés da cruz, é profunda e significativa demais. Permanecer em pé aos pés da cruz… Quanta humildade, confiança e fé nesse gesto! E depois ainda, nos acolher e nos amar como filhos… Quanta lição Nossa Senhora nos dá. Ela nos ensina que precisamos olhar, além da nossa dor, a dor do irmão, e com ele, unir-se em oração.
    Neuza, você colocou bem ao dizer que somos impotentes perante a morte. Sim, totalmente impotentes. Chega ao ponto dela querer nos paralisar. É preciso segurar firme nas mãos de Deus.
    Mas mesmo cientes de que não somos donos da vida dos nossos filhos, é muito sofrido presenciar sua partida. Verdadeiramente a “espada” também transpassou a nossa alma.
    Concordo ainda quando diz que nossos filhos são joias raras. Fomos e somos agraciados com essas“joias tão preciosas”, vindas diretamente do coração de Deus para o seio da nossa família.
    As lições que eles nos deram, e ainda nos dão, são capazes de nos transformar intensamente.
    Nosso amor é tão grande e infinito que, quando me perguntam quantos filhos tenho, respondo sem hesitar: três, sendo que dois aqui na terra e uma, já na Glória de Deus. Isso porque também entendo que não deixei de ser mãe da Renatinha, como você do Gustavo, e também todas as mães e pais que como nós já tem um(a) filho(a) no céu.
    Acho que agora assumimos a maternidade no plano espiritual. Nosso amor passou dessa dimensão para a divina.Acredito que o amor não acaba, mas se transforma num amor ainda maior, vivido espiritualmente, e sentido intensamente.
    Nosso coração tem sido transformado, e aos poucos preparado. Dessa forma, não há desespero, nem revolta, mas fé e confiança no Deus que é, sem dúvida alguma, Senhor da nossa vida.
    Nossa fé nos faz crer que um dia estaremos juntos novamente, só que para viver uma alegria eterna, que nunca mais se acabará.
    A saudade maltrata sim, e muito, mas para podermos um dia nos reencontrar com eles no céu, precisamos cumprir a nossa missão.
    Por enquanto, vamos caminhando, sofrendo muito, mas amando sem medidas aqueles que Deus ainda deixou sob nossa responsabilidade. Amando todos aqueles que Deus colocou em nosso caminhos, e levando no coração as lembranças, a gratidão por termos tido filhos tão maravilhosos e a saudade, que como acreditamos, é a presença dos nossos filhos.
    Hoje completa 4 anos e 8 meses de nascimento da Renatinha no céu. Saudades, muitas saudades. Às vezes penso que o coração vai explodir, mas aí Deus providencia o socorro. Deus se faz presente na família, nos amigos, na comunidade, em cada um que carinhosamente Ele coloca em nosso caminho.
    Neuza e Rodolfo, saibam que tendo vocês ao nosso lado, consideramos ser mais um carinho de Deus por nós, afinal, vocês tem sido exemplo de fé, entrega, perseverança e confiança em Nosso Senhor.
    Obrigada por caminhar conosco!
    Fraternalmente,
    Regina Araújo.

  2. Amiga Neuza,

    Sabe o que mais admiro em você? É o seu olhar de esperança.
    Mesmo diante da sua dor silenciosa, notamos que o seu olhar transmite fé e esperança.
    A fé que move esse amor de mãe, de quem não vai deixar de ser mãe, de quem será sempre mãe, na esperança que deixa acesa a chama do amor do filho.
    Se é certo o amor que sente, certa também é a sua esperança que te move para um dia ultrapassar a ponte e encontrar aquele amado que se foi.
    Interessante ao percebemos que quando alguém encontra-se distante dos olhos o coração aquece pela presença invisível. Mistério de Deus, desse Deus de amor, de amor de mãe, que não desampara nunca, apenas segura em nossas mãos e nos guia.

    Querida assim como admiro a coragem de tantas outras mães do grupo, assim admiro a sua também, que no silêncio da dor testemunha com o olhar o amor.

    Deus te abençoe profundamente.

    Eliete

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