Meditações sobre os mistérios do Rosário VII

Segundo Mistério da dor

Jesus é flagelado na coluna.

“Pilatos disse-lhe: ‘O que farei, então, de Jesus que é chamado Critsto?’ Todos responderam: ‘Seja crucificado!’. Assim, soltou-lhes Barrabás, enquanto Jesus, depois de tê-lo feito flagelar,  entregou para que fosse crucificado.” (Mt 27, 22.26)

Pai Nosso – dez Ave Marias – Glória…

Há um ano atrás perdi o meu terníssimo primogênito de quinze anos, por um acidente automobilístico que representou, além de sua dramaticidade, quase uma trágica brincadeira.

Há apenas três anos e meio, o nosso terníssimo filho, exatamente quando estava começando a vida, foi atingido por uma grave doença, a nefrose, e já daquele momento sentimos toda a precariedade da sua breve vida que era praticamente ligada por um fio e fizemos de tudo para que aquele fio não se rompesse.

Dia após dia por treze anos combatemos contra a morte e, até aquele momento, a estávamos vencendo.

Boa parte da sua infância nós a passamos entre médicos e hospitais esperando contra toda esperança, procurando fazer sentir “normal”, e conseguimos.

Sabíamos também que de um momento para outro ele poderia piorar e poderia deixar-nos, mas com a ajuda de Deus, o nosso amor e os cuidados médicos, tínhamos conseguido fazer milagres: tinha superado muitas etapas perigosas e todos estávamos convencidos que já o tínhamos vencido…; depois aquele banal acidente!

Passava por acaso naquela rua logo atrás de nossa casa e foi atropelado. Todas as nossas vitórias, as nossas esperanças, os nossos esforços, os nossos sacrifícios foram jogados fora com ele. Não havia mais nada a fazer.

No início fomos tentados a fechar-nos na nossa dor, depois nos pusemos em contato com a Associação e durante os encontros começamos a entender que a dor não deve ser escondida fechada dentro de nós, mas compartilhada com quem tinha vivido a mesma experiência.

Deve ser elaborada, transformada, transfigurada, para que não permaneça estéril mas se transforme em um bem maior, escatológico, eterno.

Um dia li numa revista missionária a carta de um menino sem família, sem casa, sem afeto, explorado, frustrado, humilhado e ofendido no seu direito de ser humano e menino.

Alguma coisa começou a rebelar-se dentro de mim. Não podia permanecer passiva diante daquele menino que não era meu, segundo um ligame de sangue, mas era meu segundo um ligame de amor que atravessa todas as fronteiras e liga todas as mães a todas as crianças do mundo.

Falei disso à direção da Associação para que fizesse alguma coisa de concreto e nasceu “Por uma nova maternidade-paternidade”, um grupo ao interno da Associação que se ocupa ativamente dos direitos fundamentais da criança, da sua dignidade de pessoa humana, do direito à vida, à infância, à liberdade.

(extraído e traduzido do livro “Come Maria, con Maria. – Meditazioni sui misteri del Rosario”  de Andreana Bassanetti, Paoline, Milano, 2001, pp. 30-31)

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