Evangelho do dia 11 de Outubro

  • Verde. 3ª-feira da 28ª Semana Tempo Comum 
Evangelho – Lc 11,37-41
Dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,37-41
Naquele tempo: 37Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: ‘Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós. Palavra da Salvação.
Reflexão – Lc 11, 37-41
O Evangelho que nos é proposto para a reflexão a partir da liturgia de hoje é altamente questionador no que diz respeito à nossa fé e à nossa vivência religiosa. Para quem crê verdadeiramente, o importante não é a prática exterior, pois esta prática só encontra seu verdadeiro sentido quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, caso contrário, caímos na insensatez: celebramos o que não vivemos nem construímos, e revelamos valores que não são nossos, nem são importantes para nós. O Evangelho de hoje exige de nós coerência entre o que celebramos e o que vivemos, para que as nossas celebrações não sejam ritos vazios e estéreis, mas espírito e verdade.
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5 pensamentos sobre “Evangelho do dia 11 de Outubro

  1. Francisca,

    Desde o primeiro momento que escreveu no site, sentimos a sua bondade, pois para ser amoroso, como o seu filho é, primeiro é preciso ter uma mãe amorosa.
    O mundo anda nos vitimizando o tempo todo. E conosco fica o pesado fardo de não sermos iguais aos apelos que a sociedade nos faz.
    O tempo é um representante de Deus neste seu momento.
    Acredito que hoje os seus sentimentos devam estar mais mistos pela ocasião. Porém na maioria das vezes, por outro testemunho que deixou aqui, penso que resta a saudade e o amor em você.
    Então não se preocupe, o tempo resolverá cada um dos seus sentimentos.
    E a luz de Maria, permaneça confiante no amor do Pai, como ela foi mesmo aos pés da cruz.

    Estamos aqui sempre que precisar de nós. Você faz parte dessa família “Filhos no céu”. Conte conosco.

    Deus continua a te abençoar.

    Eliete Gomes

  2. Obrigada mais uma vez por suas palavras, preciso muito ainda aliviar este sentimento de revolta, já passei por várias fazes diante desta situação e tento com todas as minhas forças não pensar no momento em que meu filho foi tirado deste mundo tão precoce e covardemente.
    Muitas vezes lembro de Maria e busco consolo em seu exemplo, que foi de amor e confiança em Deus imagino qual não foi seu sofrimento.
    Espero na justiça dos homens e de Deus.

  3. Francisca,

    Estou lendo o seu comentário agora, a sabedoria do Pe Rogério exemplifica tudo o que pode ser dito nesse momento de dor e necessidade de força.
    Porém, exatamente agora a noite eu estava vendo alguns trechos do filme a Paixão de Cristo, do Mel Gibson, e o diretor ao focar a imagem de Maria, beijando os pés ensanguentados de Seu precioso e único Filho já crucificado me chamou a atenção e fiquei refletindo, pois apesar de ser um filme percebi que Maria viveu todo aquele momento somente para o Seu filho, ela não olhava para outro lugar.
    Ali, pouco antes da cruz, Ele diz a ela, “Vim fazer nova todas as coisas”. Jesus renovou a dor e o amor, e Maria foi a primeira a viver isso, em alma e coração.
    Nossas vidas estão hoje cheias de fragmentos, por esse mundo onde todos os tristes acontecimentos são justificados pela falta do amor.
    Desejamos de coração que você tenha se sentido fortalecida, pois tudo podemos No Senhor Jesus que nos fortalece e nos ama.
    Por tudo que tenha ocorrido com você neste dia e por tudo que tenha sentido, nunca perca a pureza do amor que sente pelo seu filho de vista.

    Deus te abençoe profundamente. Estamos em oração por você.

    Eliete Gomes

  4. Hoje estou em grande conflito, participarei de uma audiência com o rapaz que é acusado de tirar a vida do meu filho com 4 tiros, ele é menor e está assumindo a culpa, é muito difícil. não sei se terei estrutura emocional para olha-lo frente a frente.
    Meu DEUS dai-me força e sabedoria para passar por mais esta situção.

    • Prezada Francisca.
      Faço minhas as suas palavras: “Deus Nosso, daí força e sabedoria à Francisca para passar por mais esta situação.”
      Tentar restabelecer a ordem da sociedade humana não resolve o problema da sociedade e nem das pessoas lesadas, mas precisa ser feito, dentro do rigor da lei e da humanidade para com todos, inclusive os que são punidos.
      Este não é o seu problema! É um problema de toda a sociedade. Mas a precária solução que a sociedade pode dar passa por nós. Neste caso, por você também. Procure separar bem as coisas… Nem a maior punição, aplicada com o maior rigor possível, nem que fosse até a pena capital, poderia curar a dor da ausência do filho amado e separado precocemente dos pais.
      Sempre que alguém perde alguém, há uma tendência de buscar culpados ou de culpar-se a si mesmo. É um jeito de dizer que a gente não está de acordo com a separação. No seu caso, seria fácil concentrar o sentimento de dor odiando e querendo o mal de quem participou da morte do seu filho. Mas isso jamais seria uma compensação possível. Não se pode pagar o preço da ausência do seu filho. Isso não tem preço!
      Por outro lado, sem querer isentar quem quer que seja das responsabilidades, mas a nossa sociedade que quer punir é cúmplice de muitos atos, porque escolheu o caminho errado: o caminho da deseducação, do disperdício, da desvalorização das pessoas, da disputa pela sobrevivência acima de padrões éticos, da mentalidade do “salve-se quem puder”, da busca frenética pela satisfação no aqui e agora, na visão do outro como concorrente e não como semelhante, na formação de que ninguém pode ser frustrado nos seus desejos, de que é proibido proibir…
      Quem sabe, outras circunstâncias, ou uma outra sociedade, formada por outros valores, cultivados desde a infância até o fim da vida de alguém, poderiam ter sido motivações para que este e outros atos abomináveis não tivessem se efetivado. Deus é quem sabe!
      Mas, acho que o que importa a você é apegar-se a Deus. E estar de pé, como Maria aos pés da cruz, vendo seu filho inocente doar a vida pela humanidade. Talvez você chore, talvez o ressentimento venha, talvez seja muito doído reviver tudo (digo reviver, porque não se trata de apenas relembrar), mas você pode ressuscitar sempre. Se Deus estiver cuidando de você naquela hora, você vai vencer, naquela hora e sempre.
      Nós, do grupo “Filhos no Céu” a confiamos ao amor infinito de Jesus, o Filho de Deus, e de sua Mãe Maria.
      Deus a abençoe muito.
      Pe. Rogério das Neves

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