O luto

O LUTO

Perguntei ao tempo Qual seria a solução. Ele só disse: – Deixe-me passar.

Cada pessoa é única, com seu jeito, sua personalidade, sua formação, porém  alguns problemas e situações parecem os mesmos. É como diz a velha frase: “mudou apenas de endereço”.

O filho nasce, cresce e sai de casa para estudar, trabalhar, casar e, como no nosso caso, para viver no céu. Nunca nos preparamos para a despedida de um(a) filho(a). Quando isso acontece percebemos que não estávamos preparados para este momento, nem pensamos nele sequer um minuto da nossa vida. Essa dor tira nossas forças, arranca nosso chão e nos deixa desfalecidos olhando para a vida sem saber o que fazer dali para frente.

Desejamos que a vida pare, entretanto não é isso que acontece. A vida segue em frente, o trabalho continua, os compromissos precisam ser cumpridos e a rotina retomada.

A perda por si só é um processo doloroso, e mais difícil ainda é enfrentar a perda de um(a) filho(a) que nos deixa nessa vida.

Apesar de todo esforço, o vazio que ficou pode ser profundamente devastador.  Entramos aí no delicado processo do luto.

O luto passa por vários estágios. Nem sempre vivemos todos, mas geralmente passamos por algum deles. Há momentos de imensa tristeza, de profundo silêncio, de questionamentos e reflexões. Aos poucos a dor se acalma e vamos colocando as coisas nos lugares. Aos poucos vamos percebendo que é preciso seguir em frente, mesmo que estejamos machucados e com o coração despedaçado.

Nunca mais seremos os mesmos, essa é a verdade, mas isso não quer dizer que seremos piores, ao contrário, poderemos ser melhores.

O sofrimento pode nos paralisar ou nos ensinar, depende de como o acolhemos. A aceitação do sofrimento nos permite um crescimento em todos os sentidos. Não significa que seremos indiferentes ou frios diante da dor, mas podemos fazer da dor um instrumento para nosso crescimento. A superação só se dá a partir de um longo processo, e isso não significa esquecimento, ou que não sentiremos dor quando lembrarmos. Superar significa apenas aceitar e continuar. Já que não podemos mudar a situação, podemos mudar a maneira que a enfrentamos. 

Aceitar não é desistir, é estar abertos para a vida, é enfrentá-la com todas as suas dificuldades e desafios. É dar um salto na fé e deixar Deus agir. É seguir em frente mesmo não tendo respostas para todos nossos questionamentos. É tomar consciência de que embora a saudade esteja sempre presente em nossa vida, poderemos ainda assim ser felizes, afinal Deus providenciou pessoas maravilhosas para estarem ao nosso lado. Não é justo ignorar esse amor e virar as costas para as graças que Deus nos dá diariamente.

Aceitar é, afinal, confiar infinitamente em Deus e entregar o comando da nossa vida para Ele. O luto vivido pela fé gera a esperança, e a esperança nos faz crer que ao final da nossa missão, reencontraremos com os nossos filhos na glória de Deus. Nossos filhos estão em Deus e com Deus. Nosso amor foi transformado no céu. Esta é a vitória da cruz: o amor é mais forte que a morte. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Regina Araújo

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5 pensamentos sobre “O luto

  1. Puxa! É difícil falar de filho (a) morto (a). Eu choro junto com seus pais. Sou pai e posso imaginar como deve ser dramático demais perder um filho. Bom, eu não perdi meu filho para a morte, mas quase isso. Perdi uma longa e dolorosa batalha no combate as drogas. Meu filho amado, inocente, criança começou a ir na escola. Jardim da infância, jardim II, primário, formatura do primário (até a quarta série), quanta alegria, para mim para ele, para os professores. Ele agora tinha que ir para outra escola. Uma escola ginásial (da quinta a oitava série). Puxa, logo ai, quem diria, a gente acha que é o local ideal para educar os filhos, prepará-los para a vida adulta, e é! Porém nesta nova escola, meu filho conhece a droga e suas fantasias. Dai pra frente é só luta. Aquela criança inocente passa a ser um adolecente, amável e agressível. Amável quando não estava sob efeito das drogas, agressivo, quando sob efeito delas. Puxa! Quanta luta, quanta conversa com professores, alunos ‘amigos’ , quantos conselhos. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais, reuniões, com pais e usuários de drogas, autoridades judiciais, e nada! Nada de progresso, nada de parar com o uso das malditas drogas. Cheguei a pedir sua internação em alguma casa de recuperação para drogados, mas não tive sucesso, me informaram: ” Ele é menor e só podemos aceitá-lo se ele aceitar”. Ele estava sob o feitiço das malditas e jamais aceitaria uma internação. Pra ele estava tudo bem. Para mim, tudo mal, um inferno. O pessoal dizia: “Não desista!” Eu, fraco, não desistí. Porém ‘elas’ venceram. Meu filho havia acabado de completar dezoito anos, e foi pego pela polícia com DUAS GRAMAS do maldito crack, apanhou muito dos policiais, fizeram ele assumir que a droga era para tráfico e não para seu uso ( absurdo), pois ele usava. Era viciado, constatado até por testes clínicos com psiquatra, mas não quiseram saber, o importante era colocar mais um viciado na cadeia! E conseguiram! Meu filho foi julgado e condenado a tráfico de drogas por portar 2 gramas dela, e hoje cumpre pena em um presídio do estado de São Paulo. É mais fácil prender, condenar, deixar com que ele receba seu ‘diploma de bandido’, pois todos sabem que esses presídios não recuperam ninguém, do que quando ainda havia esperança de cura, quando busquei ajuda com autoridades judiciais, e me disseram que nada podiam fazer, não podiam me ajudar e ajudá-lo pois era menor. Agora, fora da escola, entupido de drogas, como será sua vida após o cumprimento da sentença. Será que existirá mais vida? Eu, estou quase sem ela, de não poder ouvir meu filho, de não poder abraça-lo, de saber que perdi e muitos pais perdem todos os dias (graças a ajudinha judicial), a luta pelas drogas. Ele está vivo, mas o risco de vida no lugar onde está, é alto. Graças as doenças que lá existem, graças ao péssimo método de ‘recuperação’ impalntado pelo estado. Estamos criando um pais de bandidos, pois a cadeia, o presídio é a escola do crime. Obrigado. Deus seja conosco.

    • Prezado Paulo,

      A paz do Senhor Jesus esteja com você!

      Encontramos os nossos jovens tão próximos deste mundo das drogas, que muitas vezes nos sentimos desesperançosos.
      Tenha por certo, são mártires dos tempos atuais. Mas temos certo que o amor cura tudo, independente do caminho que tome, quando nos envolvemos com a força do amor, parece que nada pode nos vencer. O amor vence tudo, o amor é o bem que pode salvar esse mundo tão deflagrado por coisas que se distanciam de Deus.
      A fé e o amor são as verdadeiras fontes de transformação para a nossa humanidade criada à semelhança de Deus.
      Não desista de mostrar a força do teu amor ao teu filho, e tenha o amor irá salvar.

      Encontra-se em nossas orações, pediremos aos nosso filhos que estão no céu que intercedam pelo teu filho e creia, essa vitória pode ser tua, em Deus.

      Deus te abençoe profundamente,

      Eliete Gomes

  2. meu filho eduardo giani golfeto esta ao lado de jesus ele esta mais vivo do que antes no meu coraçao eu amo demais meu filho eu sei que ele esta comigo em todos os lugares e me aquece meu coraçao e do pai dele tambem . amem. meu nome e marlene martins sanches.

    • MEU FILHO EDUARDO ESTARA PRESENTE EM NOSSAS VIDA PARA SEMPRE ELE ERA MARAVILHOSO HONESTO RELIGIOSO TUDO DE BOM QUE ALGUEM PODERIA SER ELE PARTIU NO DIA 27 DE FEVEREIRO DE 2011 E EU SUA MAMAE TAMBEM PARTIU JUNTO DELE ELE ESTA AQUI COMIGO AGORA E AO LADO DE JESUS AMEM.

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