Reflexão de fevereiro de 2013

REFLEXÃO DO MÊS

Fevereiro de 2013

“ Bendito o homem que confia no Senhor” (Jr 17,7)

 

Fevereiro é o mês do <Confiar>. O tempo no qual Jesus, erguendo os olhos para os seus discípulos, hoje para cada um de nós, pronuncia palavras admiráveis, explosivas, que anunciam a salvação eterna, desconcertando os nossos pensamentos e os nossos planos, doando ao coração um fermento de vida nova: <Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haverão de rir> (Lc 6,21) São palavras desconcertantes, difíceis de compreender e ainda mais de viver, mas nos indicam o caminho seguro a percorrer para olhar além das lágrimas. Nos convidam a confiar em todo caso no Senhor, para ter a sua santa bênção, a sua benevolência, para saborear, já aqui e agora, aquela bem-aventurança eterna, que nos espera no Céu e que agora vivem os nossos entes queridos. Mas vem espontâneo perguntar-se: quem se encontra no sofrimento e na dor pela perda de um filho ou de uma pessoa querida, pode ainda esperar poder rir de novo, como fazia antes e sentir-se verdadeiramente bem-aventurado (feliz)? O termo <agora> indica uma condição atual de choro, que não é possível evitar, mas é limitado no tmepo e não é a última palavra. Jesus não nos salva das lágrimas, mas nas lágrimas. Ele é mais próximo a quem tem um coração ferido, dá força, luz, coragem e recolhe cada lágrima no Seu Sacratíssimo Coração. Além de partilhar as nossas penas, Ele nos oferece consolação escancarando-nos as portas do Céu, para fazer-nos contemplar as alegrias eternas que nos esperam. Também São Paulo na Carta aos Romanos escreve: <Penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós> (8,18). Jesus está vivo e presente em nós com palavras eternas e não nos deixa nunca sozinhos, sobretudo nos momentos de provação. Acende no profundo do nosso coração traspassado uma luz nova, a promessa de uma vida sem fim, em comunhão com Ele e com os nossos entes queridos, uma bem-aventurada esperança que nos encherá de alegria e nos fará <rir> alegremente com eles para sempre. Se confiamos n’Ele, a sua bênção enxugará toda lágrima e trará uma verdadeira felicidade.

Refletindo e rezando

Nos momentos de provação, sou capaz de confiar no Senhor? Mesmo se é difícil compreender e ainda mais difícil viver a bem-aventurança anunciada por Jesus para quem se encontra no pranto, sou capaz de contemplar a felicidade eterna que nos espera e que já vivem os nossos entes queridos? Sou capaz de transformar os meus pensamentos e os meus projetos da Palavra? Quais são os obstáculos? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos a amadurecer e reforçar a nossa fé em Deus.

Por Andreana Bassanetti, retirado e traduzido da página eletrônica www.figlincielo.it

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3 pensamentos sobre “Reflexão de fevereiro de 2013

  1. Acabei de ler a Reflexão de Fevereiro do Padre Rogério e fico a meditar.
    Já se passaram 12 anos que nosso filho, com 25 anos faleceu. Ainda dói. Falar sobre o assunto é muito difícil. Nós nunca mais fomos os mesmos. Hoje somos felizes e rimos porque o Senhor está conosco. Na dor, fomos procurá-lo na Eucaristia e na Adoração ao Santíssimo todas as quintas feiras. Ele foi preenchendo a dor de nosso coração e nós fomos ficando mais leves, mais livres para estar com Ele. Olho para a foto de meu filho e sinto, sinceramente, que ele está feliz junto de Jesus e de sua Mãe Maria e penso: é para lá que eu quero ir um dia quando Deus quiser. Se meu filho está feliz, eu posso viver feliz mesmo na dor.

    • Prezada Rita.
      Que experiência bonita a sua! Eu entendo que ela reflete os traços profundos do amor de Deus na vida de seu filho e na sua. Pessoalmente, jamais espero ouvir de uma mãe: “faz vinte anos que meu filho faleceu, mas agora tudo voltou ao normal…” Penso que aí está o traço de Deus na vida de seu filho. Ainda dói e continuará a doer para sempre. Antes que ele entrasse na sua vida, você não sentia a falta dele. Mas, depois que Deus o criou e o colocou na sua existência, seu filho mudou sua vida para sempre. Você nunca mais será indiferente à sua presença ou ausência. Este é o mistério de amor… As pessoas vêm a esse mundo sozinhas e dele saem sozinhas. Mas elas não estão sozinhas… Deus nos ligou assim. É o vínculo de seu amor que nos une assim. Nenhum outro ser vivo experimenta isso. Entre os animais a maternidade, paternidade, filiação, ou outro tipo de associação, estão ligados ao estado de necessidade. A memória não resite mais do que isso. O ser humano tem uma relação de maternidade, paternidade, filiação, que perpassam a vida inteira, e ainda vão além dela. O traço do amor de Deus na sua vida está no fato de saber que você tem uma dor que não tem cura… Isto é, a saudade, a falta, o desejo de rever… Esse mistério que o ser humano não consegue desvendar. Ainda assim, no encontro com Deus, esse mistério deixa de ser absurdo e passa a ser apenas dor de amor, não de remorso, não de necessidade… Passa a ser esperança, fé e amor. Eu acho que entendo o que você diz. Mas, sei que não é possível descrever. Mas aí, a gente medita, silencia e vivencia.
      Deus te abençoe e ilumine sempre!
      *faço apenas uma observação: O texto da reflexão é feito pela fundadora da associação “Figli in Cielo”, da Itália. Eu apenas faço uma tradução.
      Um grande abraço.
      Pe. Rogério Augusto

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