Reflexão do mês de junho de 2013

REFLEXÃO DO MÊS

 

Junho de 2013

 

“ .. chorando, lavou-os com suas lágrimas …” (Lc 7,38)

 

Junho é o mês das <Lágrimas de amor>. O tempo no qual Jesus nos oferece uma cena particularíssima, feita de gestos instensos, íntimos, tocantes da parte de uma mulher <que muito amou>. Gestos imprevistos, de uma eloquência extraordinária, que derrubam papéis e convenções: lava os pés de Jesus com as suas lágrimas, os enxuga com os seus cabelos, perfuma-os e beija-os. São explosões de um amor gratuito e reconhecido, profundo e sincero, que fazem emergir valores e significados novos e anunciam, de um modo misterioso, o itinerário pascal, que está para iniciar, a Sua paixão, morte e ressurreição.

Mesmo as abundantes lágrimas que sulcam o nosso rosto pela morte de nossa filha ou filho, não caem em vão. Cada lágrima é uma declaração do nosso amor por ela ou ele, que vai além de qualquer outra coisa e nos aproxima do absoluto de Deus.

Frequentemente incompreendidas pelos outros, ignoradas ou desvalorizadas, as nossas lágrimas não caem no pó do deserto. O Senhor as compreende, as acolhe, as compartilha, as conta uma a uma e as conserva nos baús celestes, no cofre da vida, onde estão os tesouros mais caros. Cada lágrima é uma pedra preciosa aos olhos de Deus.

<Tu, Senhor, vês cada dor e cada preocupação, tudo tu vês e tomas nas tuas mãos… os passos do meu vagar tu os contaste, as minhas lágrimas no teu odre as recolhes, não estão acaso escritas no teu livro? >. (Sl 9-6-55)

N’Ele nada é perdido. Se conseguimos despojar-nos de nós mesmos, do nosso pequeno mundo fechado, sem vida, se quebramos as correntes das culpas, em relação a nós mesmos, em relação a Deus, em relação aos outros, se derrubamos o muro de dúvidas e vamos além das lágrimas frias e áridas, de desespero e de morte que nos separam dos nossos entes queridos, eis que também as nossas lágrimas mudam o rosto, se iluminam, tornam-se fecundas, se ligam à vida.

Também nós então, como pais <que muito amaram>, cheios de reconhecimento pelos dons recebidos, derramamos nossas lágrimas de amor sobre Seus adoráveis pés exatamente como fazíamos também com os nossos amados filhos, para depois enxugá-las com os nossos cabelos e acariciá-los e beijá-los.

Refletindo e rezando

As minhas lágrimas são de desespero ou de gratidão? Consigo libertar-me da escravidão das culpas, derrubar o muro de dúvidas para abrir o meu coração ao grande dom da Sua misericórdia? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos a reconhecer-nos pecadores para oferecer a Jesus as nossas lágrimas de amor e gestos concretos de infinita gratidão.

Por   Andreana Bassanetti, extraída e traduzida da página: www.figlincielo.it          

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