Reflexão do mes de agosto de 2014

REFLEXÃO DO MES

 

Agosto de 2014

 

“Senhor, socorre-me!” (Mt 15,25)

Agosto é o mes da <Grande Fé>. O tempo no qual Jesus através de uma finíssima estratégia pedagógica faz percorrer uma mãe cananéia, portanto fenícia, pagã, estrangeira, não pertencente à Casa de Israel, um itinerário exemplar de fé.

Uma <grande fé>, não intelectual, não teórica, que tem como objeto a doutrina, mas uma fé existencial, que tem como objeto somente o amor de Deus e a sua ajuda.

A mãe cananéia tem uma confiança segura, paciente, que não se deixa desencorajar nem mesmo pelo silêncio de Deus. De fato, Jesus <não lhe dirigiu nem sequer uma palavra>. Trata-se de uma fé insistente, corajosa, humilde, que não se rende às dificuldades e aos obstáculos que encontra, mas é mais forte do que a aparente rejeição de Jesus. É capaz até mesmo de trincar a Rocha.

O pedido de pura necessidade transforma-se em Encontro confiante. Nada será negada a quem crê! A mãe cananéia, de fato, de um simples pedido de ajuda estabelece com Jesus um relacionamento pessoal que consegue pouco a pouco até remover as Suas resistências e chega a uma relação tão profunda e envolvente a ponto de comovê-lo, impressioná-lo, conquistá-lo. Agora está em condições de obter a Sua admiração e a realização do que estava no seu coração: <Grande é tua fé! Como queres te seja feito!>.

Quantas vezes também nós dirigimos o nosso grito de socorro a Deus para que salvasse nosso filho e porém, desencorajados e desiludidos, rapidamente nos rendemos. Mesmo quando parece não escutar-nos, Ele está presente e espera que a nossa vida <pagã> passe para o calor da fé.

Aquela distância, aquela aparente indiferença, a não escuta ou verdadeira rejeição, torna-se peneira da nossa existência. Somente d’Ele, com os seus modos e tempos, vem o verdadeiro socorro. A fé, se colocada a dura prova, sai dela purificada e reforçada, atingindo uma perfeição que encanta o Mestre. Confiando somente no Seu socorro, queremos além dos nossos limitados confins, além das barreiras interiores que nos bloqueiam, podemos encontrar os nossos filhos e provar o Céu: <vou levá-los para minha santa montanha, vou fazê-los felizes em minha casa de oração>. (Is 56,7)

Refletindo e rezando:

Diante do aparente silêncio de Deus os meus pedidos de socorro se transformam em diálogo confiante ou em rejeição? A minha fé é totalmente límpida a ponto de surpreender Jesus? Quantas vezes Ele pode dizer-me com admiração: <grande é tua fé!>? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos nos momentos mais obscuros e difíceis a não duvidar do amor incondicional de Deus. O verdadeiro milagre se cumpre quando nós nos aproximamos d’Ele com fé!

Por Andreana Bassanetti (extraído e traduzido da página eletrônica: www.figlincielo.it)

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3 pensamentos sobre “Reflexão do mes de agosto de 2014

  1. Andreana, o artigo é muito rico, denso, verdadeiro e está me ajudando a vencer os obstáculos da fé. Neste último ano perdi meu pai com 92 anos e recentemente meu neto com apenas 10 dias de vida. Tem sido um desafio diário, tenho procurado nas orações e no silêncio, a retomada da caminhada, pois no momento da perda de meu neto, pedi de joelhos no chão por misericórdia, mas ela não veio da forma como queríamos e meu neto se foi para junto do Pai. A minha dor de perda com certeza não se compara à dor de minha nora e de meu filho, mas estando na caminhada dentro da pastoral familiar senti muito, mesmo sabendo que devemos cultivar as coisas do alto. Acredito que é porque aprendemos a gostar da família, das pessoas e aí tornamo-nos muito humanos. Ele, Erick, se foi em Maio, mas ainda me encontro em lágrimas, sobretudo nos momentos de silêncio junto ao Santíssimo, ou mesmo em meu quarto! Procuro não transparecer para as pessoas de casa para não aumentar ainda mais a dor delas também, pois acredito que assim como eu, estão deixando o tempo curar e cicatrizar a dor. Espero muito que esta dor se transforme logo em saudade e que eu seja capaz de dar meu testemunho a quem precisa da partilha desta experiência. Fique com Deus!
    Ernesto

    • Querido Ernesto,

      A paz do Senhor Jesus e o amor de Maria estejam com você e toda a tua família!

      Ficamos comovidos com tanta demonstração de amor, a vinda de uma criança em nosso seio familiar é sempre uma Graça e uma benevolência do Senhor Nosso Deus.
      Dom da vida concedida, para que o amor incondicional se expande em nossas vidas.
      As lágrimas faz parte do nosso processo natural de ser humano, elas são verdadeiras declarações de amor, pensamos como foi o sentimento de Nosso Senhor Jesus quando viu as duas amigas sofrendo pela morte do irmão Lázaro, penso como foi para Ele saber que quem amava estava longe dos olhos. Jesus sofreu naquele instante e nós podemos como Ele chorar nossa saudade.
      Só sente saudade quem ama, esse sentimento é que nos move para encontrarmos a fé. Seu pai cumpriu a missão e foi um excelente pai, seu neto cumpriu a missão dele e nos extremos da idade notamos que o amor não tem processo de tempo, o amor incondicional chega e se aloja e não vai mais embora, não é o tempo que informa sobre o amor e sim, é a vida, aquela vida doada por Deus.
      Sr. Ernesto é profunda a tua forma de amar, e por ela é que pode proclamar a fé, não é preciso muito mais do que amor para que nós divulguemos e falemos de fé. Pois em algum momento, quando fixamos nossos olhos em Jesus notamos uma coisa, é de amor que Ele nos fala é do amor do Pai, e confiantes em Deus que deitamos nossas dores, pelo amor clamado pelo Senhor Jesus é que falamos e anunciamos a fé, é pelo caminho do amor que notamos que a fé se movimenta.
      Essa é a mensagem de Jesus, caminhar na fé pelo amor, sabendo que Deus de tudo transforma em bem, que Ele não te abandonou e continua andando ao seu lado, colhendo das suas dores o seu mais profundo amor. Pois quando Deus está diante de nossa dor e sofrimento, e a razão é o amor, o Espírito Santo Consolador vem ao nosso encontro, porque se compadece: “Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” (João 14:15-18).
      Sr. Ernesto, o Erick está com Deus, o mesmo Deus que não o deixará órfão, esse anjinho sem fazer muito esforço, amou e foi amado, mostrou a dimensão do que muitas vezes em nós estava adormecido, afinal amor de avó é como reconhecer o amor se desdobrando na continuidade.
      O que fazer com essa dor? Ofertar a Deus como um sacrifício. Oferecer à Deus essa dor, não porque Deus desejava assim, Ele é Pai, bondoso, misericordioso e não há mal algum Nele, mas porque nós podemos confiar mais e mais em Deus neste momento, os acontecimentos inerentes a nossa humanidade podem ser transformado em acontecimentos divinos quando entramos em total comunhão com o Senhor na consolação e na angústia. Como diz São Paulo (2Cor 1, 3-7)
      “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.”
      Sr. Ernesto, obrigada pela vossa visita aqui, e saiba que Deus está contigo e por favor, lhe peço quando estiver diante do Santíssimo, peça ao Nosso Senhor a consolação daqueles que estão em casa, chorando, e sem força para orar para Deus, e coloque também o Grupo Filhos no céu.

      Deus te abençoe,

      Eliete Gomes

  2. mensagems como essas nos ajuda muito hoje faz 10 meses que meu filho sullivan de 20 anos foi morar com deus e eu não comsigo me recuperar agradeço muito as mesagems publicada que deus nos ilumine p/ continuar abraços carlos

    Date: Thu, 14 Aug 2014 08:33:27 +0000 To: carlos-genova@hotmail.com

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