Dona Benê e Sr. Antônio Bicarato: agora juntos no Céu…

 

 BENEDITA E ANTÔNIO BICARATO: AGORA JUNTOS NO CÉU…

 

Sr. Antonio e D. Benê

 

Falecimento de uma senhora admirável

Da. Benedita Bicarato (Benê, esposa do Sr. Toninho), da paróquia de São João Bosco, no Jardim das Indústrias, em São José dos Campos -SP. Faleceu na noite do dia 30 de janeiro de 2011, depois de 4 anos de hemodiálise e 18 dias de internação. Foi sepultada na memória litúrgica de São João Bosco, 31 de janeiro. Era uma mulher culta, inteligente, com idéias muito claras e uma fé muito viva. Sua resignação diante do sofrimento dispensa qualquer comentário. Demonstrava uma gratidão muito profunda aos seus pais, especialmente o seu pai, sobre quem não escondia uma extrema admiração. Testemunhava uma belíssima vivência matrimonial, revelando uma grande amizade pelo seu esposo. Nas missas era uma presença atenta e participante. Ao término das celebrações, uma amiga que me trazia muito contentamento ao me procurar para cumprimentar e abraçar. Na última Quinta-feira Santa, em 2010, integrou o grupo dos Apóstolos e participou do Lava-pés. Foi uma presença marcante! Ela não sabia se conseguiria estar na celebração porque, naquele dia, tinha de fazer hemodiálise e não sabia se estaria bem à noite. Seus familiares, na missa de sétimo dia, trouxeram a público esta oração maravilhosa escrita por ela:

Senhor, hoje estou aqui para fazer sala contigo.

Desaprendi há muito tempo o sentido do silêncio, do murmúrio.

Ouvi muito o vento que curva as árvores e esqueci como é o som da brisa que, quase calada, passa por meu rosto como um beijo suave.

Há tanto barulho, Senhor, que houve momentos absurdos que me fizeram esquecer Teu nome.

E, quando voltei a mim, senti uma necessidade muito grande de Tua presença.

Por todos os lados ruídos, latidos, gritos, e meu coração, calado, mais que nunca precisando de Ti.

Curvei meus ombros e humildemente chego silenciosa para esse abraço amigo, fraterno. Quero ouvir teu coração batendo ao lado do meu, numa cadência bonita, carregada de sons meninos, onde volto a ser criança precisando de colo.

texto inédito, sem data, de

Benê Bicarato

* 25/12/1944

+ 30/01/2011

postado por Pe. Rogério das Neves

Pe. Rogério das Neves |

Em 12/01/2012 21:47, Antonio Bicarato escreveu:
À medida que se aproxima o primeiro aniversário de sua partida, avoluma-se sua presença dentro de mim. Recordações, detalhes, amores, alegrias, sonhos feitos e desfeitos juntos, num vai e vem confuso às vezes, povoam minha mente e coração. E nesses dias de tanta chuva em Brasília, me veio este pensamento…
BENÊ E AS ROSAS
Toda manhã, ao sair de meu quarto, a primeira coisa que me é dado admirar é o roseiral no jardim interno da casa onde moro.
Como ultimamente tem chovido praticamente todos os dias, às vezes o dia todo, percebo que as rosas não gostam de tanta chuva assim. Gostam mais dos dias ensolarados. Ficam mais radianrtes, com brilho e luz, irradiando alegria.
Já a minha rosa – a Benê – amava de paixão a chuva. Sim, exultava igualmente com os dias cheios de sol, vibrava ao ver o céu azul e límpido, sem qualquer sombra de nuvem, como amava também imaginar anjos, cordeirinhos ou outros animais desenhados pelas nuvens no horizonte. Mas, encantada mesmo ela ficava é com a chuva. Janelas grandes, vidros transparentes na casa que eram para que pudesse admirar a chuva. Parecia que se deixava banhar a alma e um sorriso lhe abria o rosto sempre lindo.
Ah, Benê, você era mesmo ímpar, incomparável. Até aí no céu tenho certeza que encontrou “sua” maneira de estar entre os santos e anjos e de louvar e bendizer a Deus.
A saudade nos machuca, mas a certeza do reencontro nos anima a prosseguir na caminhada. O tempo passa, quase 365 dias já, e, no entanto, que são eles diante do micromilionésimo de segundo da eternidade que você já vive?
Enquanto isso, olho as rosas e vejo você. Especialmente uma, cor-de-rosa, linda, linda, que acabou de desabrochar!
Toninho
12/01/2012.

Caro amigo, Sr. Toninho.
É impossível não se emocionar ao sentir, por suas palavras, a grandeza da pessoa a quem o senhor se refere. Eu tive poucas oportunidades de conhecer pessoalmente tudo isso, mas estas oportunidades foram marcantes e se harmonizam perfeitamente com a imagem que suas palavras transmitem. A gente quase ameaça a ficar triste diante do sagrado impulso de querer estar junto, tocar, falar e ouvir; movimento impossível de se realizar quanto se desejaria. Mas a beleza excede infinitamente ao sentimento frágil da saudade. O amor revelado na dor e na saudade, mostram que ninguém está tão longe assim. Talvez, muito mais próximo agora do que antes. A saudade nos mergulha no mistério, enxagua a nossa alma, e rega ainda mais a roseira do amor plantada no nosso coração.
Obrigado pelo seu testemunho de amor.
Pe. Rogério das Neves

Vera Lucia |

Benê, mesmo em tão curta convivência juntas creia, muito me ensinou! O amor, o carinho e principalmente o respeito com o proximo que voce praticava deixou marcas. O destino assim determinou, mesmo que nossa amizade precoce tivesse sido interrompida pela natureza jamais será pelos ensinamentos de Deus. Esteja bem ao lado do Pai.

 

 

Faleceu Antônio Bicarato, colaborador da CNBB

Segunda, 24 de novembro de 2014 – 17h30 CNBB

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Morreu hoje, 24, pela manhã, o colaborador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Antônio Bicarato. Seu Toninho, como era conhecido, atuou na instituição desde 2011, inicialmente como auxiliar de administração e, em seguida, como revisor de textos. Em nota de pesar, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, expressa solidariedade à família, amigos e colaboradores da instituição. “Toninho, oblato redentorista, dedicou sua vida e seus dons com generosa fidelidade à Igreja, na oração diária da Liturgia das Horas e do Rosário de Nossa Senhora, na dedicação aos mais pobres, na educação da família e na pronta disponibilidade para servir. Na CNBB, passaram por suas mãos boletins de notícias, documentos, comunicados e tantas importantes publicações que animaram e colaboraram com a ação evangelizadora da Igreja no Brasil”, afirma no texto. Leia, na íntegra, a nota:

 Nota de pesar pelo falecimento de Antônio Bicarato

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB manifesta pesar pelo falecimento do Sr. Antônio Bicarato, carinhosamente chamado de Toninho. Aos 74 anos, o colaborador estava em tratamento contra um câncer no pâncreas e faleceu na manhã de hoje, 24. O sepultamento está agendado para esta tarde, às 17 horas, em São José dos Campos – SP

Natural de Santa Cruz do Rio Pardo – SP, Toninho atuou na CNBB desde setembro de 2011, inicialmente como auxiliar de administração e, atualmente, como revisor de textos. O assessor era viúvo e deixa cinco filhos e duas netas.

Toninho, oblato redentorista, dedicou sua vida e seus dons com generosa fidelidade à Igreja, na oração diária da Liturgia das Horas e do Rosário de Nossa Senhora, na dedicação aos mais pobres, na educação da família e na pronta disponibilidade para servir. Na CNBB, passaram por suas mãos boletins de notícias, documentos, comunicados e tantas importantes publicações que animaram e colaboraram com a ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

Manifestamos nossa solidariedade, unindo-nos fraternalmente aos familiares, amigos e colaboradores desta Conferência no testemunho de fé nas promessas do Ressuscitado.

“Vem, servo bom e fiel, participar da alegria do teu Senhor”! (Mt 25,23)

 Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

 extraído da página eletrônica: http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/noticias/15401-faleceu-antonio-bicarato-colaborador-da-CNBB

 

Palavras escritas pelo Sr. Antônio Bicarato pouco depois da morte de Dona Benê e que seus filhos agora publicaram na lembrança da Missa de sétimo dia do Sr. Antônio, celebrada por Dom Leonardo Ulrich Steiner, na capela Nossa Senhora Auxiliadora, Jardim Pôr do Sol, da Paróquia de São João Bosco, em São José dos Campos, da qual a família fazia parte.

Se me dado fosse tal ventura, partiria em sua busca, e não deixaria, como deixei, tantos sonhos para amanhã.

O amanhã nunca chegou. A duras penas, aprendi que o presente é o momento a ser vivido com toda a intensidade e jamais deixado para depois.

Se asas me dado fosse ter, partiria em sua busca na velocidade do vento, para poder realizar um ao menos de tantos desejos seus… que morreram desejo.

Você sempre achava possíveis coisas que impossíveis eu julgava. Não acreditava que todo sonho, uma vez sonhado, só não se realiza se nós o tornamos impossível.

A montanha, tenha ela a altura que tiver, sempre estará sujeita a ser vencida pelo esforço do homem.

Se deuses queremos ser, deuses seremos, a despeito da pequenez e dos limites do ser humano. Deus em nós colocou rasgos de sua onipotência!

Sonhar alto, como você sempre sonhou, alarga os horizontes, quase infinitos os tornando.

Assim, me dado fosse, partiria em sua busca, rasgaria os céus, e a traria não mais nas asas do sonho, mas da realidade presença, tendo-a em carne e osso, viva, palpitante, mesmo que por um fugaz momento.

Que não seria fugaz, pois a aura da eternidade já faz parte de você!

Toninho – Papa – Vô

Antônio Bicarato

14 de junho de 1940 – 24 de novembro de 2014

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