Reflexão do mês

A barca

 “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” (Mc 4,38)

Junho é o mês de “Confiança”. O tempo no qual Jesus mesmo, o Deus conosco, através da Palavra, nos acompanha no itinerário sugestivo, capaz de fazer emergir do nosso coração as dúvidas e as interrogações mais profundas que nele habitam: a nossa fragilidade, o medo de ser abandonados, a consciência de que sem Ele não podemos fazer nada, portanto a nossa necessidade de ajuda, a nossa verdadeira confiança n’Ele.

Nos momentos mais escuros da existência, quando os acontecimentos atrozes como a morte de um filho ou de uma pessoa querida, se precipitam violentamente sobre o nosso caminho e ameaçam sobrecarregar-nos, nos sentimos perdidos, mesmo se fizemos subir sobre a barca da nossa vida Jesus, e somos assaltados por suspeitas e perplexidades sobre o seu amor.

Quando as nossas seguranças vacilam sem trégua e os nossos programas giram loucamente à deriva no mar, quando os afetos mais caros são devastados por uma tempestade mortal, do profundo inevitavelmente explodem nossas perguntas de defesa: “Por que Senhor? Onde estavas quando meu filho precisava de tua proteção e tua ajuda? Como pudeste permitir que acontecesse … não te importas que pereçamos? Tu nos amas?”.

Também os discípulos, mesmo tendo seguido prontamente Jesus, depois de ter vivido cordialmente com Ele e escutado atentamente a sua Palavra, depois de tê-lo acolhido com confiança na própria barca, no momento da provação o sentem ausente, não o reconhecem mais, para eles, de repente, se tornou um estranho e se perguntam temerosos: “Quem é esse?”.

Jesus não nos salva da morte, mas na morte! Não da dor e sofrimento, mas na dor e no sofrimento, estando ao nosso lado, compartilhando cada momento da nossa vida. E, depois de ter derramado a última gota de seu sangue por nós, pelos nossos entes queridos, pela nossa salvação, quando constata a nossa falta de confiança, hoje como naquela época, repete também a nós a mesma pergunta que fez aos apóstolos: “Ainda não tendes fé?”.

A fé, de fato,  não é crer em Deus somente quando segue  a nossa vontade, mas aceitar a Sua vontade, porquanto desconcertante, porquanto a violência das ondas balancem continuamente a nossa fragilíssima barca porque é Ele a estabilidade da nossa segurança: “Quando atravessares estas águas Eu estarei contigo! “(Is 43,2).

Refletindo e rezando

Quem é Jesus para ti? Um Deus que se dobra às suas necessidades e os teus projetos ou o Deus-Amor, independentemente das tempestades que se precipitam sobre o teu caminho? Durante a elaboração do teu luto tu consegues recordar os acontecimentos da tua vida, reconhecendo o seu agir divino?

Peçamos a Maria, “aquela que acreditou no cumprimento das palavras do Senhor” para melhorar  a confiança n’Ele.

(Por Andreana Bassanetti, extraído e traduzido da página http://www.figlincielo.it)

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