Reflexão do mês

Mestre, queremos que faças…” (Mc 10,35)

Outubro é o mês da “Vontade de Deus”. O tempo no qual Jesus com uma estratégia pedagógica sapiencial transforma os pedidos arrogantes e presunçosos dos dois irmãos Tiago e João, e também os nossos, em uma busca interior, autêntica e sincera. Um caminho profundo que os ajudará, e nos ajudará, a ter uma maior consciência do Seu papel messiânico, da nossa missão a desenvolver e do Reino a alcançar.

Quantas vezes também nós fizemos pedidos impertinentes a Jesus? Fizemos prevalecer o nosso egocentrismo, as nossas necessidades, a nossa lógica, a nossa vontade, em vez de escutar a Sua?

Os dois discípulos de fato subentenderam as Suas palavras, o Seu papel, a Sua identidade. Querem o sucesso pessoal, fazer carreira: ter os primeiros lugares ao lado do chefe. Pretendem dobrá-lo à sua vontade pessoal, em vez de escutar a Sua, que é a única capaz de realizar-nos verdadeiramente na terra e conduzir-nos para o Céu.

Através de pedidos similares demostram, e demonstramos, querer estar ao Seu lado e compartilhar Sua glória sem passar pela paixão e morte de cruz, que Jesus, ao contrário, já anunciou e está para enfrentar. Sobretudo quando morre um filho ou uma pessoa querida é forte a tentação de rebelar-nos. Vem espontâneo dizer a Deus o que Ele deve fazer: “Mestre, queremos que faças…”. Mas exatamente através dos mil pedidos que afloram prepotentemente, dia após dia, no profundo do nosso coração, nos damos conta que a única coisa verdadeiramente importante que podemos fazer é despojar-nos do nosso egocentrismo para pôr-nos à escuta e no seguimento de Jesus.

Caminhando com Ele, passo a passo, também nós tomamos consciência que a Sua é a estrada do amor. Um caminho que se realiza não com as próprias ambições mas com o dom de si. Portanto, não importa mais ter particulares recompensas ou promoções, mas beber o cálice do sofrimento e oferecer a própria vida para os outros, para os nossos amados no Céu.

Rezemos

Quais são os pedidos que apresentamos a Jesus na nossa dor? Ressentem do nosso fechamento, do nosso egocentrismo ou conseguimos sair de nós mesmos para acompanhar o irmão que vive a mesma dor?

Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para fazer-nos compreender a nossa verdadeira vocação e missão, de abrir-nos à graça do Espírito, para que possamos compartilhar até o fim o cálice da Sua vontade e participar plenamente da Sua santa morte redentora.

(extraído do site figli in cielo-  Andreana Bassanetti)

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