Reflexão do mês de Janeiro

“A mãe de Jesus estava presente” (Jo 2,1)

Janeiro é o mês da “Presença de Maria”. O tempo no qual Jesus dá início aos sinais que manifestam a sua glória e nos convida a participar de uma festa de núpcias junto à Mãe.

Parece de fato absurdo pensar em uma festa para quem viveu a perda de um filho ou de um ente querido e está ainda imerso nas trevas e na sombra de morte. Parece verdadeiramente insuportável se a festa se refira a núpcias, um momento culminante de alegria que todo pai e mãe desejaria tanto para o próprio filho, como coroação de um vínculo de amor, profundo e sincero, que teria levado também a uma vida fecunda e feliz aqui na terra. Por que, Senhor, ainda tanta violência? Por que tanta indiferença à nossa dor? Pois bem, Aquele que venceu a morte com o amor, hoje nos convida a focalizar o olhar exatamente sobre o amor que nos ligava e nos liga ainda aos nos entes queridos, mais que sobre a dor.

O amor verdadeiro é para sempre, não se divide nunca, não conhece a morte! Se queremos abraçar novamente os nossos entes queridos, se queremos preencher de calor e de alegria as jarras frias e vazias que sentimos no nosso coração ferido, é necessário que caminhemos também nós com Jesus à festa de núpcias. E não devemos temer: Está conosco Maria. Ela é a mãe atenta que sabe da nossa imensa dor, dos nossos vazios, da nossa pungente saudade, “que não temos mais vinho”. Será depois ela a solicitar a Jesus para que intervenha a encher as nossas jarras de bom vinho, para dar-nos aquele “a mais” que nos faz ressurgir para a vida nova. E também a nós indicará a estrada mestre a percorrer: “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). Não basta. Portanto, um abandono confiante à Sua Palavra.

Maria nos convida a estar prontos para realizar a Sua vontade e tornar visível a Sua Glória. Se as nossas ânforas vazias se encherem pouco a pouco d’Ele, o nosso luto se transformará em alegria. Uma nova luz brilhará sobre o nosso rosto, uma vida nova se acenderá no nosso coração. “Assim poderemos levar aos outros um raio da sua luz, e compartilhar com eles a alegria do caminho”. (Papa Francisco, Angelus do dia 06.01.2016)

 

Rezemos: Como vivo o desmesurado amor de Deus e a alegria que dele brota sabendo que nossos entes queridos estão n’Ele? Sou fiel? Como faço crescer a minha fé n’Ele? Sou capaz de seguir com prontidão quanto Ele me indica? Quais são as dificuldades e como procuro superá-las? Sinto ao meu lado a presença materna de Maria que me indica os passos que devo dar?

Peçamos a Maria, Mãe Consoladora, para ajudar-nos a percorrer os caminhos que ela mesma percorreu também quando não os compreendemos.

 Andreana Bassanetti (site: fligli in cielo – tradução: pe. Rogério Augusto das Neves)

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