Reflexão do mês – Abril/2016

“As minhas ovelhas escutam a minha voz…” (Jo 10,27)

 Abril é o mês da “Voz”. O tempo no qual Jesus Bom Pastor nos convida a afinar os ouvidos do coração para escutar além das palavras, a linguagem do amor. Nos pede para prestar ouvidos e atenção àquela “sutil Voz de silêncio” inconfundível, única, que está dentro de nós, no centro do nosso coração, que lava toda ferida, enxuga toda lágrima.

Para quem se encontra enfrentando a morte um ente querido é verdadeiramente fundamental saber perceber a Sua Voz. Aquela linguagem inefável, rica de amor e de misericórdia, de sentimentos, emoções, de tons imperceptíveis, que brota constantemente, como rio de água viva e eterna na nossa vida interior. Uma preciosíssima “fonte que nasce e corre, mesmo que seja noite”.

Exatamente o momento mais escuro da nossa vida, quando tudo parece acabado e, tomados pelo desconforto, estamos a ponto de perder mesmo toda esperança, aquele instante, de modo imperceptível, inimaginável, gratuitamente, graças à Sua Voz, pode transformar-se no momento mais oportuno para iniciar uma nova possibilidade de percurso, uma nova vida, novos horizontes, novos objetivos e novos pensamentos. O momento mais baixo da nossa existência, graças a esta fonte de vida, à Sua Voz, pode transformar-se no momento mais alto, o mais sublime, aquele que mais nos aproxima do Céu, onde agora vivem os nossos entes queridos. Mas nós entre as tantas vozes que escutamos, entre os tantos caminhos largos que nos propõem as várias sirenes de turno, sabemos reconhecer a Sua Voz, a Sua Vontade, o verdadeiro caminho a seguir? Reconhecer a Sua Voz quer dizer conhecê-la já, apreciá-la, desejá-la, amá-la. Quer dizer frequentar e escutar com atenção Quem tem esta Voz, deixar-nos surpreender, criar com Ele relacionamentos de confiança, confidência, intimidade.

Significa sair do labirinto do nosso sem sentido… segui-lo… percorrer a Sua mesma estrada… caminhar com Ele, como enamorados, onde quer que nos conduza. Se queremos ser Suas ovelhas, ter o nosso nome e o dos nossos entes queridos escritos na palma da Sua mão eternamente, sigamos amorosamente a Sua doce Voz.

Rezemos: Como é o meu conhecimento de Deus? Que tipo de relação tenho com Ele? Confiança, confidência, intimidade? O que me impede de uma proximidade mais estreita? Consigo reconhecer a Sua doce Voz rica de amor e de misericórdia que me chama? Eu o sigo sem demora mesmo quando não compreendo? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora para ajudar-nos a afinar a nossa capacidade de escuta, assim como ela fez, ter a disponibilidade de fazer a Sua vontade onde quer que nos conduza.

Andreana Bassanetti

Traduzido do site figli in cielo.

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