Evangelho do mês de Julho

“… escolheu a melhor parte…”     (Lc 10,42)

Julho é o mês do espanto. O tempo no qual a Palavra nos toma pela mão e nos conduz com extrema doçura e discrição para Jerusalém, como Jesus, para aprender d’Ele a arte da proximidade e da amizade, da escuta amorosa, para aprender a escolher “a melhor parte”, aquela não nos será tirada, e somente n’Ele, ter e dar consolação.

Depois da morte de um filho ou de uma pessoa querida, depois dos primeiros momentos de desespero e de confusão, é fácil deixar-se levar pela frenesia de fazer qualquer coisa, talvez em sua memória, pensando de “fazer-para ele/ela”, mas na realidade frequentemente é só um “fazer-para-nós” que certamente ajuda a distrair da dura realidade na qual se vive, mas nem sempre é fruto de uma escuta amorosa e confiante da Palavra de Deus, do Seu projeto, que agora é também o projeto de quem é tomado por Ele, no Seu abraço eterno. Não é necessário que sejamos “nós” a preocupar-nos e agitar-nos tanto pelo que devemos fazer, será “Ele” a surpreender-nos por aquilo que já fez e está fazendo pelos nossos entes queridos e por nós. De fato “uma só coisa é necessária” diz o Senhor: estar ao lado d’Ele que é o nosso bem maior, permanecer no Seu amor, em comunhão com os nossos entes queridos, e deixar-nos surpreender pelas maravilhas do Seu mistério.

Fazer-nos seduzir pela Sua presença, pelas Suas Palavras, pelos Seus silêncios, pelos Seus gestos, pelas Suas atenções, pelo Seu olhar transfigurador. Então também os nossos olhos, purificados, poderão descobrir com espanto e maravilha que a morte, fim de toda esperança, de toda relação, negação da própria vida, pelo contrário, é fonte de vida nova, de ressurreição, de alegria plena. Ele mesmo nos sugerirá que coisas podemos fazer.

Então, o acolhimento que reservamos a Jesus, na casa do nosso coração, e depois também ao irmão que viveu a mesma experiência dolorosa que nós e pede conforto, não será tanto baseada sobre um simples servir (diaconia), mas se transformará em imagem do “Servo de Javé” (Jesus) para alcançar a estatura espiritual à qual somos chamados e estabelecer o justo relacionamento entre ação e contemplação, entre vida material e espiritual, para desenvolver verdadeiramente o serviço da evangelização: levar a Sua Palavra de vida e de ressurreição, de conforto e de consolação, aos sem confiança e aos confusos de coração.

Rezemos: Como vivo o meu dia? Sou totalmente tomado por mim, pelos meus compromissos, pelos meus projetos ou no meu coração deixo espaço para acolher Jesus e me deixo seduzir pela Sua beleza? Me preocupo e me agito por muitas coisas no fundo inútil ou consigo dar prioridade para as coisas de Deus? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos a escolher a “melhor parte” para desenvolver todo nosso compromisso com a presença do Seu Filho Jesus segundo a Sua Palavra.

                                                                                                                      Andreana Bassanetti

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