Reflexão do mês – Agosto de 2016

“Maria partiu para a região montanhosa…” (Lc 1,39)

Agosto é o mês do “abraço”. O tempo no qual a Igreja nos convida a contemplar a solenidade da Assunção de Maria na glória de Deus e viver com ela, através dela, já aqui e agora, o mistério daquele eterno abraço que une terra e Céu em uma comunhão de amor sem fim, capaz de superar toda barreira, mesmo a separação atroz da morte, e reconduzi-la ao Filho, em corpo e alma.

Agora e, sobretudo na realidade de morte que vivemos, seja a nossa pessoalmente, seja aquela que o mundo inteiro vive nesses nossos tempos obscuros. “Virgem, anel de ouro do tempo e do eterno, tu levas a nossa carne ao paraíso e Deus na nossa carne” (D. M. Turoldo) Maria se torna assim também para todos nós, exemplo, modelo, referência, luz, irmã, companheira de viagem, “sinal de consolação e de segura esperança” (LG 64), nossa dulcíssima Mãe Consoladora, porta escancarada para a comunhão de amor com os nossos entes queridos. Portanto, mesma na nossa humanidade ferida, caída, que infelizmente bem conhece a traição e o pecado, nós, como criaturas, podemos ter a segura esperança de poder atravessar como ela as portas do Céu e reabraçar, em corpo e alma, o nosso adorado filho que ali nos espera.

Um sonho belíssimo que pode se tornar realidade já, a partir de agora, toda vez que aceitamos colocar-nos em viagem com ela, “abraçados” a ela, e nos deixamos conduzir para a região montanhosa, o lugar transfigurante do encontro com Deus e com todos aqueles que n’Ele habitam.

Em vez de vagar às cegas ou de curvar-nos sobre nós mesmos na confusão da dor e da morte, Maria, Estrela da Esperança, nos convida a levantarmo-nos e a ressurgir para a vida nova, totalmente “abraçados” a Deus, à sua Palavra, e a subir com ela sobre seu Monte santo.

Em cada santa Missa, no seu mistério infinito, podemos encontrar um pedaço de céu sobre a terra, um espiral de eternidade que nos permite subir “para a região montanhosa…”, viver alegremente a comunhão de amor com Jesus e com todos aqueles que agora vivem n’Ele.

Cada celebração eucarística se tornará o nosso Magnificat, canto, agradecimento, louvor, comunhão, uma forte ânsia a levar apressadamente, também aos irmãos, o abraço de amor recebido.

 Rezemos: Neste mês irradiado pela luminosa presença da Assunção de Maria os meus olhos se voltam para as coisas do Céu ou para as coisas da terra? Participo com meu filho, com os anjos e os santos, da festa do Céu? “Deus onipotente e eterno que elevou à glória do Céu, em corpo e alma, a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Cristo, Teu Filho, faz que vivamos neste mundo constantemente voltados para os bens eternos para participarmos depois da mesma glória.”

                          Andreana Bassanetti  

   

 

 

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Um pensamento sobre “Reflexão do mês – Agosto de 2016

  1. Sou uma mãe de filho no céu, meu unico filho partiu com 20 anos,á um um ano e 2 meses, mas saudade aumenta mais a cada dia que passa, em todas as datas comemorativas no calendário sofro pela ausência dele, sofro dia á dia de tanta dor e saudade,as vezes acho que não vou mais suportar,meus familiares já não aguentam mais eu falar do meu amado filho todos os dias,todas as horas….triste muito triste……

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