Reflexão do mês – Outubro de 2016

 

“Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,8)

 

Outubro é o mês da “Fé”. É o tempo no qual a liturgia nos convida a refletir sobre a verdade da nossa fé, para verificar a autenticidade do relacionamento de confiança que temos com Deus.

Quantas vezes no interior da nossa Comunidade constatamos direta ou indiretamente, através da nossa experiência pessoal ou escutando as ressonâncias ao interno dos nossos encontros mensais de evangelização do luto, de ter uma fé débil e incerta: “tinha fé, mas quando faltou o meu filho, eu a perdi… não consigo mais rezar… me senti abandonada… traída… não tenho mais confiança em Deus.” Se bem que a participação nos nossos encontros mensais, que se propõem à busca do mistério de Deus e do nosso mistério escondido nele, mostra o nosso desejo de encontrar n’Ele luz, esperança, confiança. E não podemos fazer menos do que perguntar-nos se a nossa fé, desmoronada diante da provação, era verdadeira.

É a Mãe de Jesus, “firme” aos pés da cruz do Filho, como lâmpada acesa que arde de amor confiante no seu Senhor, “que brilha como sinal de segura esperança e de consolação” (LG 68), que ilumina o nosso caminho de fé aos pés da nossa cruz, diante da morte de nosso filho ou de um ente querido.

Ela esperou contra toda esperança. Creu mesmo quando amigos e parentes fugiram, quando os seus olhos de mãe viam só destruição e morte, quando tudo parecia perdido. Era segura na sua fé, fortaleza inexpugnável, convencida de que seu Filho ressuscitaria.

É de fato a nossa fé que salvará o mundo “Aproximemo-nos portanto com toda confiança do trono da graça, para receber misericórdia e encontrar graça e ser ajudados no momento oportuno” (Eb 4,16).

Rezemos:

Estou convencido de que a fé é capaz de mudar as montanhas e pode salvar o mundo? No caminho da evangelização do luto que estou fazendo olho para Maria, aos pés da cruz, como luz para os meus passos? Consigo “estar” com ela, sem temor, aos pés da minha cruz? Tenho plena confiança no meu Deus exatamente como fez ela, esperando contra toda esperança ou estou em fuga, na direção oposta, procurando outras certezas imediatas que não poderão jamais apagar a minha necessidade da verdade, de palavras de vida eterna?

Peçamos a Maria, nossa Mãe consoladora, no mês a ela dedicado, para ajudar-nos a reencontrar um novo relacionamento de confiança no Senhor, equilíbrio constante que saiba superar toda dúvida, toda provação.

Andreana Bassanetti

(www.figlincielo.it)

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