Reflexão do Mês

Dezembro de 2016

 “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho”    (Mt 1,23)

Dezembro é o mês da “Espera”. O tempo no qual toda a Igreja se recolhe em oração e “espera” Jesus, o Senhor que salva. E o Senhor que salva “espera” um coração dócil e acolhedor para fazer-se Carne, Presença, o Emanuel, o Deus conosco, espera um “eis-me!” humilde e decidido, como o da Virgem Maria, que saiba conceber e dar à luz o Filho, para todos nós também o filho.

Este Natal, portanto, será para cada um uma espera verdadeiramente especial de conversão e de crescimento interior, de encontro pessoal e significativo com o Deus de toda consolação, que se inclinará sobre nós para habitar no nosso coração e levar o Seu Reino de paz e de alegria.

Quem sabe quantas vezes exatamente no Natal, fizemos projetos e sonhos sobre o futuro dos nossos filhos: a escola, o trabalho, os afetos, uma preparação melhor… Mas neste tempo de espera, mesmo limitados e frágeis como José, o carpinteiro, somos convidados a sonhar grande para nosso filho, a alargar os confins dos nossos pequenos sonhos a horizontes bem maiores e mergulhá-los no mistério do Natal, no sonho ilimitado do Evangelho, através da escuta obediente da Palavra: para agir pelo Espírito Santo, do seio da Virgem Maria nascerá um menino que salvará o mundo com o seu amor, enxugará toda lágrima dos nossos olhos, “a morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram” (Ap 21,3-4). Também nós, portanto, na Noite santa, somos convidados a libertar-nos de toda dúvida ou medo, dos fardos inúteis que nos pesam o passo e a tomar conosco Maria, sem nenhum temor, para aprender com ela a abrir o nosso coração ao Senhor que salva, para acolher a graça do seu Santo Espírito e conceber e dar à luz o Filho, e os nossos filhos que estão n’Ele.

Mesmo estando ainda nas sombras, então uma grande luz nos envolverá e se refletirá sobre o mundo. Será reavivada a nossa fé, esperança, caridade, teremos a Vida. Como Maria seremos “torrão inocente, florido e perfumado canteiro no imenso pântano da humanidade” (Paulo VI).

Rezemos:

Como estou vivendo a “espera” para a vinda do Senhor que salva da morte? Estou ainda fechado nos pequenos sonhos que tinha sobre meu filho aqui na terra ou estou aberto à misteriosa e alegre realidade que está agora vivendo no Céu?

Peçamos a Maria nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos a preparar o nosso coração para pronunciar um alegre “eis-me!”. O imenso dom do Filho, e o dom do filho que vive n’Ele, virão a alegrar a nossa mesa de Natal.

 Andreana Bassanetti 

 

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