Transformando a dor em missão

Santa Teresinha disse que “A vida do exílio é brevíssima. Assemelha-se a uma noite passada em má hospedaria. O pensamento de que tudo passa projeta sobre o sofrimento de hoje um raio abençoado de eternidade. O tempo é uma miragem. Deus já nos vê em sua glória” .

Por mais difícil que seja compreender, e de fato é, o tempo é uma miragem. A vida é brevíssima!

Basta observar como as horas voam… Acordamos, mal nos ajeitamos e vamos para o trabalho. Saímos quando o dia nasce e de repente já estamos de volta. As horas passam aceleradas.

Se por um lado isso é ruim, porque temos menos tempo para viver do que já vivemos até agora, por outro lado é divino, pois estamos nos aproximando do nosso tão sonhado reencontro.  “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” (2 Pedro 3:8).

Compreender que Deus não se atrasa nem se adianta, que tudo está sob Seu controle, que o tempo para Deus é um detalhe sem importância, e que o que Ele tem preparado para Seus filhos se cumprirá, tem a ver com a fé. E isso inclui o reencontro com nosso filho ou filha no Céu.

Só que para isso precisamos seguir em frente, sem desanimar. Precisamos tentar dar outro sentido à nossa dor, caso contrário ela tornará nossos dias escuros, gelados, sem vida, e como nos apresentaremos diante de Deus e dos nossos filhos?

Porém, se a dor desaparecer é porque o esquecimento já fez o seu trabalho.  Amor e esquecimento não combinam. Por isso a necessidade de aprendermos a transforma-la em missão. Transformando-a em missão tudo ganha novo sentido.

Às vezes custa à nossa natureza humana dar a nosso Deus aquilo que Ele pede. E Ele nos pede para confiarmos e não nos entregarmos ao cansaço da luta. É o abandono que Santa Teresinha nos ensina.

Mas isso só é possível pela Graça de Deus, por isso Ele tem um cuidado muito especial por nós, não nos deixando sozinhos nessa dura caminhada. Deus não é indiferente à nossa dor! Ele é um Pai amoroso, com cuidados especiais, e  nos diz para não termos medo, pois caminha conosco, guiando nossos passos.

Pela fé conseguiremos transformar a dor em ação positiva, ou seja, em missão.

Depois de um tempo, temos que fazer uma escolha. Ou permitimos que a dor continue criando morada dentro do coração,  causando estragos irreparáveis,  ou  damos novo sentido a ela.

Transformar a dor em missão nos ajudará a olhar para a vida com os olhos da fé. Fé que partilha, que sofre junto, que reza junto. Fé que nos capacita a transformar nossa dor em missão de consolo e apoio aos pais enlutados, por exemplo. Quantas ações em prol do nosso próximo poderá nos fazer sair do lugar, sair do quarto escuro, das profundezas da nossa dor. Ao darmos esses passos, a Graça de Deus providencia tudo o que precisarmos para seguirmos sempre em frente.

Nossos filhos cumpriram na plenitude sua missão, e quanto a nós, ainda existe muito o que fazer.

Que  Deus nos capacite para a missão! Que assim seja!

Grupo de Reflexão Filhos no Céu

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