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Reflexão do mês – Novembro/17

“…a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância…” (Mt 25, 29)

Novembro é o mês da “Fidelidade”. O tempo no qual Jesus nos convida a vigiar atentamente para que o nosso percurso seja fiel à Sua vontade. Mesmo no pouco, nas pequenas coisas quotidianas. As que para nós são de pouca importância, transcuráveis, verdadeiramente insignificantes. Tudo n’Ele é precioso. A proximidade do irmão que viveu a mesma experiência que nós, o acompanhamento que lhe oferecemos, a consolação, nossa e dos outros, será afetada pela relação de verdadeira amizade fraterna que estabelecemos com ele.

Somente a fé não basta, são necessárias as obras para confirmá-la, para testemunhá-la e torná-la verdadeira e real. É necessário passar da confiança para a fidelidade. Da docilitas para a docibilitas. De uma obediência passiva e destacada a uma participação ativa, consciente, apaixonada e responsável por desenvolver a nossa missão. Só assim nós poderemos reconhecer a gratuidade do seu amor e apreciar os preciosos talentos que nos confiou. Mesmo no momento mais trágico e doloroso: a morte de nosso filho, de uma pessoa querida.

Se a dureza do coração habita em nós, veremos em Deus um “homem duro”, um juiz severo do qual teremos medo e rejeitaremos qualquer relacionamento de fidelidade e colaboração com Ele. Os dons recebidos serão obscurecidos, os talentos escondidos. A sombra da morte dominará a nossa vida. Se, em vez disso, conseguirmos ir além do nosso egoísmo, além da nossa preguiça para oferecer ao irmão também o pouco que possuímos, Ele nos fará superabundar de toda graça.

Refletindo e Rezando:

Quais são as poucas coisas que o Senhor me doou? Uso-as no melhor modo possível, exatamente como agrada a Ele? Ocupo-me delas com fidelidade, sou fiel no meu pouco?  Qual é a minha ideia sobre Deus? Um pai patrão ou pai amoroso?

Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para acompanhar-nos nesse mês particularmente dedicado aos nossos entes queridos que nos precederam no Céu, para que caminhemos com fidelidade e responsabilidade pelas estradas que o Senhor preparou para nós, bem conscientes e gratos pela nossa missão.

Andreana Bassanetti

 

                                                                                 

Finados: dia de reflexão, de saudade e de esperança.

Dia de Finados é dia de reflexão, de lembranças, de esperança e de saudades! Mas não de uma saudade negativa, destrutiva, e sim de uma saudade carregada de lembranças dos bons momentos vividos com aquela pessoa que tanto amamos, e que esteve ao nosso lado por algum  tempo. No nosso caso, nosso filho ou filha que já está morando no Céu.

Apesar de que no Dia de Finados o tempo parece mais tristonho, cinzento, pesado, somos  convidados a renovar nossa fé na ressurreição de Cristo, que transformou o “poente em nascente”. O fim transformado em começo, um segundo nascimento, a ressurreição.

A fé não nos permite parar na morte, mas nos faz enxerga-la na perspectiva da ressurreição de Cristo. Como Santa Teresinha  podemos dizer: “não morro, entro na vida”.

No supremo gesto de amor de Jesus na Cruz, Ele venceu a morte e abriu também para nós as portas da eternidade.

Nós pais e mães que temos um filho ou uma filha no céu, por mais difícil que seja, e sabemos que é, não tenhamos receio de reafirmar que em Cristo a morte foi vencida. Ela não é o fim, mas sim o começo de uma vida plena e eterna em Deus.

A vida de nossos filhos foi transformada. Pela fé podemos sentir em nosso coração que eles caminham conosco, nos dando forças e coragem para seguirmos firmes até o dia do nosso reencontro no Céu.

Que as lembranças e as nossas orações nos encham de paz e de consolo. Pela fé cremos que um dia estaremos  juntos novamente!

Que o Senhor Jesus esteja conosco e renove nossas forças.  Que Maria, Mãe da Consolação, especialmente hoje nos abrigue em seu colo materno. Amém!