Dor não se compara

DOR NÃO SE COMPARA

Após o último encontro do Grupo “Filhos no Céu”, comecei a refletir se a dor pode ser comparada. Sendo ela puramente subjetiva e difícil de definir, o que entendemos de limites para falarmos da dor?

No nosso caso específico, de mães e pais que já tem um (a) filho (a) no céu, penso que seria cruel qualquer comparação.

Não importa se nosso (a) filho(a) partiu com apenas horas de vida ou viveu longos anos ao nosso lado, ou partiu ainda jovem, como é o caso da minha filha. Não importa se foi hoje, ontem ou há décadas.

O amor de pai e mãe não pode ser comparado, medido, limitado. Seria injusto e cruel pensar que sofre mais esse ou aquele, por isso ou por aquilo.

Há quem diga, por infeliz colocação, que quem estava lutando com uma doença do(a) filho (a) já estava sendo preparado. Mas existe algum preparo para passarmos por esse momento? Se existe, não nos informaram.

Mesmo tendo passado alguns meses pelo tratamento, sempre acreditamos na cura. Ninguém olha para o (a) filho (a) pensando que ele (a) partirá. Como assim? Alguém consegue se imaginar pensando dessa forma?

A fé nos motiva a lutar. Nos faz acreditar que tudo é possível, até que as coisas tomam um outro caminho, um desfecho inimaginável. Certamente a vitória foi alcançada, mas sob a ótica divina, espiritual, onde nosso (a) filho (a) foi premiado (a) com a coroa da vida eterna.

A cada um Deus dá a missão que Ele sabe que podemos cumprir. Deus permite que cada um sinta exatamente o que consegue sentir, nada mais! O que para mim é suportável, pode não ser para o outro.

Cada um sabe o que carrega no coração. Cada um sabe o que pode suportar. Cada um tem um tempo para acolher a dor e transformá-la em sementes de amor.

Esse amor transformado também nos transformará, e abrirá nossos olhos para as coisas que realmente valem a pena. Aprenderemos a valorizar os sentimentos, as pessoas, os momentos, e assim, consequentemente aprenderemos a sermos novamente felizes, apesar da saudade que jamais nos abandonará.

O Grupo tem me ensinado a nunca fazer comparação. Cada um que ali chega traz consigo a dor insuportável da saudade. Não importa o tempo. Na linguagem do amor, nada disso conta. Na linguagem do amor é impossível qualquer limitação e comparação.  O Grupo nos ensina a solidariedade e a compaixão. A compaixão nos faz sofrer com aquele que sofre, independente se também estamos sofrendo. Essa talvez seja a lógica do amor de Deus: amar sem medidas.

Que Deus nos ajude a perseverar na caminhada, olhando e amando nosso próximo como Jesus nos ensinou, até o dia do reencontro com os nossos filhos no Céu.

Regina Araújo

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