Reflexões de 2009

 REFLEXÃO DE DEZEMBRO DE 2009

“..o menino exultou em meu ventre.” (Lc 1,41b)

Dezembro é o mês da exultação. O tempo no qual a liturgia, dia após dia, através de um itinerário forte e intenso, nos prepara para ir ao encontro do Senhor que vem.

Vem com as suas milícias celestes para visitar o coração de cada homem, os nossos corações. Vem para tratar as nossas feridas, para levar conforto, luz, calor para quem está ainda na sombra escura e fria da morte. Vem com os nossos filhos que já estão junto Dele a despertar o nosso colo ainda atordoado de tanta dor, para dar vida nova, serenidade, uma nova fecundidade. Vem para trazer-nos uma nova maternidade e uma nova paternidade.

E é Maria, nossa dulcíssima Mãe Consoladora, aquela que escutou o Filho de Deus com a imediatez do amor e a simplicidade da fé, a ensinar-nos como ser colo do seu Filho e dos nossos filhos, como deixar-nos renovar pelo Espírito Santo até a exultação do coração, que faz exultar de vida nova também o colo do irmão.

“Eis-me… faça-se em mim conforme a tua palavra” (Lc1,38) disse Maria ao anjo.

“Eis-me…” é, de fato, também para nós, a palavra chave que decide a nossa existência, a centelha de vida que traça nitidamente as escolhas do nosso futuro: a separação ou a comunhão com nosso filho, a rebelião ou a aceitação de um desígnio que nos domina, a separação ou a exultação no Espírito do Senhor e nas Suas palavras de vida eterna.

Eis-nos, portanto, chamados à conversão do coração para preparar os caminhos do Senhor, os mesmos que agora percorrem também os nossos filhos, portanto “a depor as vestes do luto e da aflição para revestir-nos do esplendor da glória que vem de Deus”, nada é impossível para Deus!

O nosso “Eis-me…” fará acender o Céu inteiro sobre nós, por graça, a potência do Altíssimo nos cobrirá com a sua sombra e o Espírito do Senhor encontrará acolhedora morada no nosso colo, o transfigurará com o seu amor, o fará capaz de vida nova. Também nós então, plenos de gratidão, poderemos nos alegrar neste Natal junto aos nossos filhos e despertar no colo apagado do irmão aquela semente de vida nova que conduz à eternidade.

 

Refletindo e rezando

O meu coração está ainda fechado na sombra da morte ou neste tempo privilegiado de espera se abre aos dons que o Senhor, junto a meu filho, preparou exatamente para mim? Consigo participar da festa do Santo Natal agora que o meu filho vive no Céu? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ensinar-nos a pronunciar o nosso alegre “Eis-me” também quando encontramos dúvidas e incertezas no nosso caminho, também quando não o compreendemos.

Fonte: ”Filhos no Céu” – Escola de Fé e de Oração – Tradução: Padre Rogério Augusto

Via Puccini 27 – 43100 Parma Tel/Fax (+39) 0521.489.425

E-mail: figlincielo@figlincielo.it – http://www.figlincielo.it

REFLEXÃO DE NOVEMBRO DE 2009

“ Todo aquele que é da verdade, escuta a minha voz.” (Jo 18,37b)

Cristo Rei

  

Novembro é o mês da verdade. O tempo no qual a liturgia nos convida a firmar a atenção do nosso coração sobre o Reino de Deus, onde vivem agora os nossos filhos, em particular sobre o Rei dos Reis, Jesus Cristo Nosso Senhor e Redentor, e sobre sua realeza, através da sua Palavra: “Eu sou rei: para isto nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade”. (Jo18,37a)

A realeza de Cristo se baseia então sobre a verdade e está a serviço da verdade. E portanto, se queremos nos tornar seus discípulos, ser à sua imagem, se queremos entrar, compreender, fazer parte da realidade do Reino, e anunciá-lo, devemos em primeiro lugar escolher a “verdade”, caminhar na “verdade”, “ser da verdade”.

Mas diante de uma dor tão grande, como a morte dei um filho ou de uma pessoa querida, sobretudo durante a primeira fase, caraterizada pela revolta e pela confusão, é muito mais fácil procurar a própria consolação mais do que pôr-se à procura da verdade.

E ainda que ter paz e serenidade no coração permite, sem nenhuma dúvida, uma melhor avaliação do evento ocorrido e do caminho de fé e de oração a empreender, é somente na Verdade que descobrimos a nossa verdade, que encontramos verdadeiramente os nossos filhos e podemos assim alcançar uma verdadeira consolação.

É só encontrando o verdadeiro Rosto de Deus, o seu ilimitado amor que venceu a morte, que conseguimos verdadeiramente sair do túnel escuro do desespero e do absurdo, a ultrapassar o limiar do seu Reino e saborear a alegria da Ressurreição.

O Reino portanto, já realidade para os nossos filhos, pode realizar-se também na terra, aqui e agora, dentro e fora de nós, lá onde se vive segundo a sua verdade. Onde há um coração que sabe escutar a sua Voz e fazer a sua vontade, que sabe doar-se como Ele se doa, que sabe amar como Ele nos ama.

Em comunhão com os nossos filhos, caminhando em espírito e verdade, adoraremos o nosso Rei: “Venha o teu Reino, Senhor, queremos escutar a tua Voz e reinar contigo no Amor”.

 

Refletindo e rezando

Reconheço Jesus como Rei da minha vida, do meu passado, do meu presente, do meu futuro? Que devo fazer para que entre em mim a Sua santa realeza, o seu senhorio? Não obstante a dor que vivo no coração, dou ouvidos à sua Palavra de verdade ou às palavras dos tantos falsos profetas? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora para ensinar-nos a amar e escutar sempre a Verdade, para saber acolher no profundo do coração o nosso Rei dos reis.

Fonte: ”Filhos no Céu” – Escola de Fé e de Oração – Tradução: Padre Rogério Augusto

Via Puccini 27 – 43100 Parma Tel/Fax (+39) 0521.489.425

E-mail: figlincielo@figlincielo.it – http://www.figlincielo.it

REFLEXÃO DE OUTUBRO DE 2009

“ .. não veio para ser servido, mas para servir..” (Mc 10,44)

pescadores

Outubro é o mes do “serviço”. O tempo no qual a Igreja nos convida a aprofundar o sentido da nossa peregrinação terrena: ser servos à imagem e semelhança do Servo. Jesus de fato “.. não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida em resgate por muitos”. E vem continuamente a nós, como nosso servidor, como Aquele que toma o cuidado sobre cada um com amor infinito, até ao dom total de si. Aquele que doa vida, que é Vida e se doa para a Vida e nos indica o caminho do serviço que leva à salvação. Nós, em vez disso, como os dois discípulos, em geral “nos servimos” Dele. Aproveitamos da Sua proximidade para fazer-nos servir mais do que servir, para que se realize a nossa vontade, não a do Pai, com base em critérios humanos restritos, de superioridade e prevaricação, para nos impormos sobre os outros seres e sermos os primeiros, os mais capazes, os mais merecedores, os melhores. E nós O repreendemos pela morte do filho, de não nos ter atendido, de não ter feito prevalecer a nossa vontade à Sua. “Servir” significa amar, doar-se a si mesmo para o bem do outro, isto é, renunciar-se a si , à própria vantagem, ao próprio sucesso, aos próprios projetos para deixar-se plasmar pelo Espírito e fazer a vontade do Pai, com os mesmos sentimentos do Filho, servo humilde e fiél, obediente até o fim, e como Maria, a serva do Senhor, para dizer também nós aos pés da nossa cruz: “Eis-me” … Neste mes missionário, eis então a necessidade de rever a nossa posição nos confrontos do ministério que o Senhor mesmo nos confiou, e pedir humildemente, sinceramente, se nos servimos de Deus e dos outros também nos ponhamos ao serviço deles. Queremos apenas “ter”consolação ou também “dar”consolação, gratuitamente, isto é, sem vantagens pessoais, a mesma consolação que gratuitamente recebemos? É exatamente do amor gratuito com o qual desenvolvemos o nosso serviço aos irmãos que recebemos a verdadeira consolação que nasce do alto, para que sejamos investidos da mesma consolação do Servo, o Consolador, transformando-nos em transparência visível do Seu amor, da Sua aliança, da Sua consolação, “servos bons e fiéis”, “pedras vivas” do Reino. Oremos Sirvo-me de Deus ou procuro pôr-me a Seu serviço? Nos encontros de comunidade quero só a minha consolação ou também a consolação do irmão? Vivo gratuitamente o espírito de serviço ou para um privilégio pessoal? Peçamos a Maria nossa Mãe Consoladora para ensinar-nos a desenvolver o nosso humilde serviço de consolação, com amor e fidelidade, transparência e gratuidade.

Fonte:  ” FILHOS NO CÉU” – Escola de Fé e de Oração

Via Puccini 27 – 43100 Parma Tel/Fax (+39) 0521.489.425

   E-mail: figlincielo@figlincielo.it – http://www.figlincielo.it

Tradução: Padre Rogério Augusto

REFLEXÃO DE SETEMBRO DE 2009

“ E também a ti uma espada te traspassará a alma. ” (Lc 2,35b)

cruz

Setembro é o mês da participação. O tempo em que a Igreja nos convida a refletir sobre o imenso mistério da dor de Maria profetizada pelo velho Simeão, quando partecipará assim profundamente, visceralmente, com todo o seu ser, à devastadora paixão de seu Filho Jesus e será assim estreitamente unida a Ele levantado sob a Cruz, que uma espada traspassará a sua alma.

A Palavra de Deus, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, que se revela e se cumpre na vida de seu Filho, na sua paixão e morte, penetra assim profundamente no coração e na carne de Maria que chega até o ponto da divisão da alma e do espírito para que sejam perscrutados os sentimentos e os pensamentos do seu coraçãoi (Hb 4,12. E, na noite da fé, os discípulos de todos os tempos aprendam dela a seguir Jesus com a mesma incondicional partecipação, com a mesma fé, a mesma esperança, o mesmo amor, para poder participar também à glória da sua ressurreição.

Quem viveu a mesma atroz exsperiência da morte de um filho, conhece bem os momentos escuros da fé que acompanham uma dor tão grande, quando Deus parece desmentir a si mesmo e te vês privado do dom de tantas promessas, quando o Deus em quem esperavas e pensavas onipotente se apresenta como um derrotado e parece incapaz de prender as forças tenebrosas do mal que envolvem teu filho. É como se naquele momento Deus mesmo moresse no profundo do teu coração.

É de fato muito mais fácil suportar a dor quando vem dos homens e sabes que Deus está contigo, mas torna-se intolerável pensar que Deus parece ter fechado na ira o seu coração (Sl 77,10), quando te sentes abandonado por Ele, ou pior, quando parece que tenha abandonado o teu filho.

Por que Senhor o abandonaste? deve ter pensado também Maria no seu coração, bebendo até o fundo o mesmo cálice amargo do seu Jesus, dividindo com Ele, ainda que de um modo diferente e subordinado, aquele sofrimento mais profundo e redentor que consiste no tomar sobre si as amargas conseqüências do pecado, que são a distância, o silêncio, o juízo e até a ira de Deus.

Percrutando os pensamentos do seu coração no momento da prova, Deus reencontrou nela o mesmo fiat (faça-se) do dia a anunciação, incontaminado, inalterado. Estando “em pé” abaixo da cruz continuou em silêncio a oferta total de si ao Pai: Eis-me, tenho plena confiança em ti, testemunhando com o seu martírio a total co-participação ao Filho: Estou aqui e sofro contigo. Esta “nova” maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do “novo”amor, que amadureceu nela definitivamente aos pés da cruz mediante a sua participação no amor redentor do Filho. (RM 23) 

Rezemos

Estou consciente de que a minha participação nos sofrimentos e na morte de meu filho hoje me chama a participar também do seu renascimento no Céu? Estou conseguindo permanecer reto aos pés da minha cruz, com Maria, com os olhos fixos em Jesus, ou estou inclinado sobre mim mesmo, sobre a minha dor? Quando a sua Palavra parece traspassar a minha alma, consigo manter inalterada a minha confiança n’Ele? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, a ensinar-nos a viver a dor de modo redentor e levar aos irmãos, junto ao nossos filhos no Céu, a estrada alegre da ressurreição.

  Fonte:  ” FILHOS NO CÉU” – Escola de Fé e de Oração

Via Puccini 27 – 43100 Parma Tel/Fax (+39) 0521.489.425

   E-mail: figlincielo@figlincielo.it – http://www.figlincielo.it

Tradução: Padre Rogério Augusto

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