Reflexão de Outubro

Outubro de 2011


“Dai..a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21)

 

Outubro é o mês do <Primado de Deus>. O tempo no qual Jesus mesmo, provocado por algumas perguntas insidiosas, colhe a ocasião para denunciar a malícia, os <lábios mentirosos que falam com coração duplo> e a hipocrisia, que cega os olhos e se agita frequentemente sob uma aparente fidelidade, reclamando com força o <primado de Deus> sobre o homem e suas coisas.

Quem sabe quantas vezes, também nós, no nosso quotidiano, escorregamos nessa malícia e na hipocrisia, sem nem mesmo termos consciência disso. Quem sabe quantos enredos de verdade falsificadas e de falsidades verdadeiras e próprias adotamos sem nem mesmo nos dar conta. Quem sabe quantas vezes também nós fazemos nosso o que na realidade não nos pertence e nos vangloriamos de direitos, mesmo diante de Deus, sem fazer um necessário discernimento, tirando de Deus o que é d’Ele, atribuindo no entanto a Ele o que não é d’Ele.

Diante da morte de um filho ou de uma filha, é fácil gritar com força a própria rebelião contra o Céu, voltar-se contra Deus, como se fosse Ele o responsável do que aconteceu. Mas Deus não quer a morte, antes Ele a vive conosco.

E se conseguimos parar o rio transbordante dos nossos <por quês?> e entramos em nós mesmos, em silêncio, num lugar à parte, para aprofundar a Sua Palavra de verdade, e deixamos que a luz fulgurante da ressurreição penetre a nossa noite escura, podemos melhor contemplar a imensidão e a extraordinariedade do Seu Projeto, a respeito de nosso filho, a respeito de nossa filha, a respeito de nós, a respeito da humanidade inteira, ninguém excluído. Ele é o Deus da Vida, não da morte!

Eis que Jesus nos convida a mudar de perspectiva, a enraizar os nossos pensamentos, sobretudo o nosso coração, no primado de Deus. Portanto a prestar maior atenção ao que nos acontece, para saber distinguir o que passa pelas nossas mãos e reconhecer a quem pertencem. Descobriremos que tudo o que somos e temos: é dom, mesmo nosso filho e nossa filha, e é exatamente a certeza de pertencer a Ele a nossa segura esperança, somente n’Ele existe garantia de vida eterna.

Refletindo e rezando:

Vivo o primado de Deus no meu quotidiano, no que me acontece e nas minhas escolhas? Tendo a culpar Deus pela morte de meu filho ou de minha filha ou sei examinar a minha vida através da Sua Palavra? Dou a Deus o que é de Deus ou tendo a torná-lo meu? O bem que faço é gratuito, segundo a Sua vontade, ou é camuflado, segundo o meu lucro, a minha vontade? Procuro salvar a minha imagem ou a minha alma? Peçamos a Maria, nossa Mãe consoladora para proteger-nos da malícia e da hipocrisia que, sem querer, pode aniquilar o nosso caminho.

(Por Andreana Bassanetti, extraído e traduzido da página eletrônica http://www.figlincielo.it)

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