“Quanto a ti, uma espada traspassará tua alma…” (Lc 2,35).

“Verdadeiramente, ó Santa Mãe, uma espada traspassou tua alma. Aliás, somente traspassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela traspassou a tua alma. A alma dele já ali não estava, a tua, porém, não podia ser arrancada dali. Por isto a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.” Verdadeiramente uma espada traspassou também nossa alma no momento exato que Nosso Senhor nos pediu de volta nosso filho ou nossa filha… e obedientes, mesmo sem entender, em meio a terrível dor, entregamos nosso filho ou nossa filha nos braços paternos do Criador. Quem pode avaliar a proporção de tamanha dor?

Somente Maria, a Senhora da Consolação, que aos pés da Cruz suportou a dor da separação contemplando a cruel partida de seu Filho Jesus na cruz… Só Ela sabe profundamente o que nós sentimos e por isso, por sua intercessão, diante de Deus foi apresentado o desejo desses encontros de pais e mães que sofrem com a saudade de um filho ou uma filha que já partiu para a Casa do Pai. Assim surgiu, há exatamente 1 ano em nossa Diocese, o Grupo de Reflexão “Filhos no Céu”. Um grupo de pais e mães que buscam o consolo em Deus e nos irmãos que comungam a mesma dor da saudade pelo filho ou filha que nos precedeu diante de Deus. Nós, que aqui ficamos, temos, pela fé, obedientes acolher e compreender os desígnios de Deus. É nessa hora que precisamos nos lançar a um mergulho mais profundo na fé. Um abandonar-se totalmente nos braços do Pai. Confiar que Ele cuida de nós e por nós combate toda espécie de sofrimento.

Esse sofrimento, se não olhado aos olhos da fé, pode tornar “árido” nosso coração. Pode nos levar ao desespero sem fim e sem volta. As grandes águas do sofrimento e as ondas da dor que nos envolve podem extinguir o amor, submergir nossa coragem e resistência. Por isso, o Grupo “Filhos no Céu” se coloca em nosso caminho, ao nosso lado, para que juntos possamos prosseguir, aprendendo novamente a olhar a vida com os olhar de um cristão. Olhar a vida e perceber que, principalmente na dor, Deus se faz presente e nos carrega em seus braços de amor. Deus se faz presente na família que ficou. Nos filhos que permanecem sob nossos cuidados. No marido ou na esposa, que por bondade de Deus nos ajudam na caminhada. Se faz presente também nos amigos, nos familiares, na comunidade e sem dúvida, em cada um que mensalmente se reúne conosco diante do altar do Senhor em unidade espiritual com os nossos filhos no céu.

Os nossos filhos também caminham conosco, num outro plano, o espiritual, e nossa fé nos faz acreditar que por nós intercedem junto a Cristo Jesus. Nossos filhos agora estão livres de toda dor, todo sofrimento, toda limitação e diante de Deus cantam a mais bela canção da vitória. São tantos Anjos ao redor do Altar do Senhor: Renatinha, Aline, Luiz Gustavo, Marcelo, Muriel, Karine, Cician, Carlos, Nilton, Wilson, Ellen, Bruno, Ana Clara, Alexandre, Rafael, Letízia, Inês, Rodolfo, Edward, Carlos, Josiane, Wilma, Giovani, João, Franz, Pedro, José, Oscar, Maria, Flávia, Eva, Guilherme, Juliana e tantos outros Anjos que estão no Céu: rogai a Jesus por nós! Regina Araújo

 

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