Dona Wilma

São José dos Campos, 24 de Novembro de 2010.

Embora o site seja específico para mães e pais que tem um(a) filho(a) no Céu, sinto necessidade de expressar um pouco o sentimento de quem, além de filha, tem a mãe, avó, avô  e muitos outros parentes no Céu. Posso garantir que embora sejam dores diferentes, não deixam de maltratar e sufocar o coração. A saudade tornou minha companheira inseparável.

Desde que a Renatinha partiu, minha mãe,  dona Wilma, também sofreu demais. Era tão solidária comigo que parecia ter seu próprio coração traspassado como o meu.

Chorava a ausência da neta e  lutava diariamente contra a saudade. Em muitos momentos lamentava inconformada com aquela perda.

Minha mãezinha era dócil, amável e amava seus 7 filhos sem medida. Foi uma verdadeira guerreira para nos criar. Passamos por muitas provações e dificuldades, mas a Palavra de Deus não podia faltar em nosso lar.

Foi acometida pelo câncer e seu sofrimento foi tão cruel quanto da minha filha. Ela não resistiu. No dia 10 de agosto de 2009 partiu para a casa de Deus. Sei que ela está feliz, pois está na presença do Deus a quem ela mesmo nos ensinou a amar e a servir.

Sua fé em Deus era muito grande. Era evangélica, mas acolhia com todo carinho a minha fé e minha devoção por Nossa Senhora. Uns dias antes de partir,  já bem debilitada no leito do hospital, ela me chamou e me disse: “filha, estou vendo uma ‘Mulher Bonita’  do meu lado. Ela sorri pra mim e está me dizendo que me ama muito. Ela está aqui pertinho e está nos olhando. Ela disse que voltará de novo e será logo”. Passaram-se poucos dias e ela foi ao encontro da “Mulher Bonita” que minha fé me faz crer que é nossa Mãezinha do Céu. Creio que mesmo não professando a mesma fé, ela não só aceitava a minha, mas partilhava comigo o amor de Deus e de Nossa Senhora na minha vida, sobretudo nos dias mais sofridos que estava passando.

Assim minha doce mãezinha se foi e também me deixou a herança da fé, mesmo que de forma diferente, mas vivida intensamente. Sei que ela se encontrou com a neta, a quem tanto amava e as duas juntas, certamente intercedem por nós.

Isso me ensinou que a dor não deve nunca ser medida ou comparada. Cada um sente de uma maneira e reage diferentemente um do outro.

Sem dúvida alguma, a dor pela perda de um(a) filho (a) é indescritível, mas a dor pela perda da mãe, do pai, de um irmão é tão intensa quanto pela perda desse nosso(a) filho(a). São dores diferentes. Amores diferentes. E amor não se mede, não se compara, apenas se sente.

Faço essa homenagem a ela neste dia 25 de Novembro, dia de seu aniversário, embora saiba que agora a data mais importante é a do seu nascimento no Céu. Obrigada Mãezinha! Junto com a Renatinha, intercedei a Jesus por nós!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Regina Araújo

 

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