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Bem-vindo(a)!

Guardamos nossas lágrimas para o momento oportuno. Quando o choro não é só meu. Quando desarmados e despretensiosos unimos as lágrimas e os corações. Não somos reféns nem salvadores, apenas sócios da mesma dor. Ela nos une como se fosse uma festa de contrário efeito. Que se celebra sem esquecer ninguém, como um evento que interessa a todos. Sem convite ou bilhete de ingresso. Nela todos já estão. Estão onde se encontram. E se encontram para dividir o que todos buscam: abraço, consolo, esperança… (Pe. Rogério das Neves)

Desejamos que todas as pessoas que sofrem a difícil experiência da perda de um filho tenham também a bela experiência de reencontrá-lo no Céu, isto é, no mistério de Deus.

Grupo de reflexão Filhos no Céu

  • Verde. Sábado da 3ª Semana Tempo Comum 
Evangelho – Mc 4,35-41
Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,35-41
35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: ’Vamos para a outra margem!’ 36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: ’Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?’ 39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: ’Silêncio! Cala-te!’ O ventou cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: ’Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?’ 41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: ’Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?’ Palavra da Salvação.
Reflexão – Mc 4, 35-41

Existem muitas coisas na nossa existência que nos deixam com medo, desde coisas simples, como o medo de insetos inofensivos, até coisas verdadeiramente terríveis, que podem em questão de segundos aniquilar a nossa vida, como é o caso de terremotos ou guerras nucleares. Além disso, temos os nossos fantasmas que criamos e que nos metem medo, como por exemplo o medo de escuro ou de almas do outro mundo. Mas existem pessoas que possuem também um medo muito grande do próprio Deus, e isso acontece porque não foram capazes de descobri-lo como amor e de buscarem um relacionamento amoroso com ele, fazendo do próprio Deus um fantasma a mais nas suas próprias vidas.
(Fonte: www.cnbb.org.br)
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1879), carmelita, Doutora da Igreja 
Manuscrito autobiográfico A, 75 vº – 76 rº«Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada»

Eu deveria, querida Madre, ter-vos falado do retiro que precedeu a minha profissão de fé. Esteve longe de me trazer consolação: a mais absoluta aridez e quase o abandono foram o que me coube, Jesus dormia como sempre na minha pequena barquinha; ah, bem vejo como raramente as almas O deixam dormir tranquilamente em suas barcas, Jesus anda tão cansado por ter sempre trabalhos para fazer e por ter de tomar tantas iniciativas, que logo Se apressa a aproveitar o repouso que Lhe ofereço. Não acordará certamente antes do meu retiro para a eternidade, mas isto, em vez de me causar sofrimento, dá-me na verdade um extremo prazer.

Claro que estou longe de ser uma santa, e o que acabo de dizer prova-o bem. Deveria, em vez de me regozijar com esta minha secura, atribuí-la ao meu pouco fervor e pouca fidelidade, deveria afligir-me por dormir (desde há sete anos) durante as orações e as acções de graças. Pois bem, não me aflijo com isso; penso que as criancinhas agradam tanto a seus pais enquanto dormem como quando estão acordadas; penso que, para fazer operações, os médicos põem os doentes a dormir. Enfim, penso que o Senhor conhece bem a nossa fragilidade, «sabe de que somos formados; não Se esquece de que somos pó da terra» (Sl 102,14).

O meu retiro de profissão de fé foi pois, como todos os que se seguiram, um retiro de grande aridez. No entanto, o Bom Deus mostrava-me à evidência, sem que eu me apercebesse, a maneira de Lhe agradar e de praticar as mais sublimes virtudes. Bastas vezes percebi que Jesus não quer dar-me provisões: nutre-me, a cada instante, com um novo alimento; encontro-o em mim sem saber como ali veio parar. Acredito simplesmente que é o próprio Jesus, escondido no fundo deste meu pobre e pequeno coração, Quem faz a graça de agir em mim, Quem me faz pensar em tudo o que quer que eu faça no presente momento.

(Fonte: www.evangelhoquotidiano.org)

ORAÇÃO PARA FAZER A VONTADE DE DEUS

 

Senhor, não te peço que encurtes ou troques minha cruz: ajuda-me a carregá-la.
Não te peço que alivies o meu caminho: vem caminhar comigo.
Não te peço que troques a água em vinho: dá-me de beber o que for do teu agrado, porque só depois da noite escura é que brilha a luz do sol.
Se me deixas chorar,é porque me queres mais amadurecido na fé: o caminho não é feito só de rosas, nem só de espinhos.
Se permites que alguém me fira, é para que eu saiba amar e perdoar: só existe amor onde houver perdão.
Portanto, Senhor, não te peço que troques a minha cruz nem a alivies: somente me ajude a carregá-la.

Carríssimo Padre Rogério Neves,

Bom dia!!!

Quero primeiramente parabenizar a sua diocese pelo belo trabalho desenvolvido em prol da consolação daqueles que sofrem a perda de entes queridos, peço que DEUS ilumine sempre a todos vocês.
Pertenço à Diocese de Castanhal – Pará, Paróquia de Sant’Ana – Apeú, inspirados neste lindo trabalho de vocês fundamos em nossa comunidade o grupo de mães que rezam por seus filhos no céu. Tudo iniciou após a morte de Camila(23 anos), minha filha mais velha, vítima de um acidente de trânsito horrível. Era madrugada e ela e demais amigos resolveram sair do local que estavam para fazer um lanche e no trajeto foram surpreendidos com outro carro que não respeitou a preferencial, deixando duas vítimas fatais. Ela não morava comigo, pois vivia a sua independência com sua filha Sofia de 4 anos, defini essa noite como diz Pe. Fábio uma NOITE TRAIÇOEIRA! Pois foi desse modo que tudo se configurou, são 11 longos meses de dor. O primeiro sentimento foi a derrota, de presenciar a minha filha morta, mas Jesus esteve junto a nós (família) a todo momento. Consegui na missa de corpo presente falar agumas palavras, breve e firme lembro de ter dito “Não sabemos explicar a morte, porque é um mistério, mas acreditamos na ressurreição que nos foi prometida pelo Pai, portanto a dor não deve apagar esta certeza, pois Camila está com Ele…”. O tempo nunca teve tanta importância pra mim, como agora, tudo me reporta à Camila, a vejo em sua filha Sofia, presente de Deus para nós.
Através de um Freira da Paróquia tive acesso a Asssociação Filhos no Céu na Itália, bem como da sua diocese pela internet, e a partir dai ficamos rezando para que pudéssemos fundar esta associação aqui, e foi então que iniciamos nosso primeiro encontro dia 21/08/11, espalhei alguns convites e um pequeno grupo sem formou, foi muito bom, pois compartilhamos a mesma dor, então rezamos, refletimos e sobretudo agradecemos ao Pai a força de continuarmos firmes na nossa fé.

Unidos pela oração e consolação, agradeço por todos pela grande contribuição.

Abraço a todos

MARCILENE DE SOUSA PASSOS

 

——– Original Message ——–
Subject: A perda dolorosa de Camila
Date: Tue, 13 Sep 2011 15:47:18 +0300
From: Marcilene de Sousa Passos
To:

1ª Leitura – 1Sm 3,3b-10.19

Naqueles dias: 3bSamuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4Então o Senhor chamou: ‘Samuel, Samuel!’ Ele respondeu: ‘Estou aqui’. 5E correu para junto de Eli e disse: ’Tu me chamaste, aqui estou’. Eli respondeu: ‘Eu não te chamei. Volta a dormir!’ E ele foi deitar-se. 6O Senhor chamou de novo: ‘Samuel, Samuel!’ E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: ’Tu me chamaste, aqui estou’. Ele respondeu: ‘Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!’ 7Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8O Senhor chamou pela terceira vez: ‘Samuel, Samuel!’ Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: ’Tu me chamaste, aqui estou’. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9Então disse a Samuel: ’Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ’Senhor, fala, que teu servo escuta!’ E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: ‘Samuel! Samuel!’ E ele respondeu: ‘Fala, que teu servo escuta’. 19Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. Palavra do Senhor. (texto da primeira leitura da Missa de Domingo, dia 15 de Janeiro de 2012)

Janeiro de 2012

 

 

“ ..até então não tinha ainda conhecido o Senhor.” (1Sam 3,7)

 

Janeiro é o mês da <Vocação>. O tempo no qual a Igreja, nossa amável Mãe, nos convida a afinar uma atenta escuta interior, a sabedoria do coração, isto é a ir além do nosso eu e da nossa visão superficial e restrita das coisas, para descobrir gradualmente a nossa verdadeira vocação, o nosso verdadeiro destino eterno, a chamada pessoal que Deus faz, segundo o Seu projeto especial que Ele mesmo traçou para cada um de nós.

Com a perda de nosso/a filho/a, depois dos primeiros momentos obscuros de angústia e de desespero, quando as primeiras gotas de consolação começam a trazer conforto aos nossos dias, sentimos que a devoção de antes não basta mais. Agora temos necessidade de uma fé madura, mais profunda e autêntica, que não seja só um <fazer> ou um <saber>, mas um <conhecer> o verdadeiro Rosto de Deus.

Dia após dia, nasce dentro de nós um desejo de aproximar-nos do Céu, agora habitado pelo nosso/a filho/a, e de entrar no mistério de Deus, mas nem sempre nos deixamos seduzir pela sua Palavra, irradiar pela sua luz, conquistar pelo seu amor. Freqüentemente falta uma real disponibilidade nossa de coração, uma total confiança nossa n’Ele, que possa favorecer, no profundo, aquele encontro transformante, transfigurante, que nos dá vida nova.

Às vezes nos perguntamos: O que Deus quer de mim? Na realidade, porém, não prestamos atenção à Sua palavra. Mas quando menos esperamos, talvez durante o sono, como acontece com Samuel, isto é, enquanto adormecidos pelas nossas perturbações, pelos nossos pensamentos, imersos no nosso mundo de sonhos, o Senhor, contudo, está sempre presente, está batendo à porta do nosso coração… nos chama… até que com confiança e disponibilidade também nós digamos o nosso <eis-me!>: fala Senhor, indica-me o meu caminho, irei por onde quer que me conduzas, antes não te conhecia, mas agora não deixarei cair por terra uma só palavra Tua, não passarei um momento sequer sem Ti.

Rezando e refletindo

Jesus é o Senhor da minha vida? Ele está no centro do meu dia? Estou consciente de que o encontro com o Senhor é fruto de uma atenta e autêntica escuta do coração? A minha vocação, traçada pelo Pai, já foi revelada pelo Filho com a Sua Palavra? Sei ler os acontecimentos sucessivos à Luz da Palavra? Peçamos a Maria, nossa Mãe Consoladora, para ajudar-nos a dizer o nosso <eis-me!>, com total confiança e disponibilidade de coração, como fez ela, para aproximar-nos sempre mais de Deus, do Seu mistério, de nosso/a filho/a.

(Por Andreana Bassanetti, extraído e traduzido da página eletrônica www.figlincielo.it)

Quando recebemos a dádiva de uma vida, a alegria contagia, planos são feitos , futuros são projetados.

Inebriados pelo amor mais sincero e intenso, o dos pais pelos filhos, nos apropriamos da vida destes seres tão amados tentando de qualquer forma tirar-lhes as dores e percalços, como um grande escudo de amor acreditamos que o que nos é dado é algo eterno.

Certo dia, escutei uma frase “começamos a morrer desde o momento de nosso nascimento”, sombrio, mas real.

Ao imaginarmos que a morte de um filho e a inversão natural da vida, estamos colocando em duvida a supremacia divina. Deus é sábio e maravilhoso, porém somos mortais e possuímos sentimentos como dor, saudade e até a ira. Estes sentimentos também nos foram entregues por Deus, por isto temos sim o direito de chorar e sofrer por alguém que se vai.

Mas, a vida continua e temos a obrigação de entre uma lágrima e outra ir seguindo em frente, tocando a vida, por mais difícil que pareça.

Não tenho filhos, por isto realmente não posso avaliar a dor real de vocês, mas já tive minhas perdas e choro por elas. Cada um com sua cruz.

Muita força, luz e paz para todos estes pais corajosos, cujos depoimentos me ajudaram muito para perceber que existem problemas muito mais dolorosos que os meus.

Vocês podem nem imaginar , mas através das palavras escritas neste site uma vida recomeçou, sendo assim a perda de vocês, gerou uma vida, a minha, que estava prestes a se dilacerar.

Muito obrigado de coração, que Deus os abençoe e que Nsa. Senhora possa lhes secar as lagrimas com seu manto sagrado.

Gabriela Araujo

 

“O que faz gerar a vida é o amor. A dádiva recebida é por amor. O que faz a saudade se manifestar é o amor. Mas o que faz sentir a dor é a falta de amor. Porque a dor desses pais iniciou quando o filho amado partiu, o amor se despediu porque foi morar em outro lugar. Então só o amor de quem fica é capaz de fazer com que essa vida seja presente aqui dentro dos nossos corações. Todo esse amor que se movimenta nasceu do Amor de Deus. Deus é Amor. Um Amor que sai da lógica humana. Se fazendo pobre ao nascer, se fazendo vítima da expiação humana ao morrer. A lógica de Deus transgride as regras e traz Jesus Cristo de volta ressuscitado. Nada disso cabe em nossa razão, porque o Seu amor não é humano, é divino. O que nos sustenta é saber que Deus nos ama e ama cada pai, cada mãe, cada filho, cada ser humano.”

Eliete Gomes

 

“Não podemos cair no engano de, por causa do sofrimento pela ausência de alguém a quem amamos, tornar-nos ausentes na vida de quem está ao nosso lado, a quem também amamos.”

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